Retomada do crescimento econômico

O Brasil precisa reencontrar-se e voltar a ter uma economia pujante. A saúde financeira das empresas precisa voltar ser a tônica do nosso desenvolvimento. A geração de empregos tem de ser acelerada para atender toda a demanda de trabalhadores que hoje estão fora do mercado de trabalho. Os juros têm de ser reduzidos drasticamente. O crédito tem de ser barateado. Os investimentos no setor produtivo têm de ser expandidos. Tudo isto tem de ser feito, mas, frisamos, sem a retirada de qualquer direito trabalhista ou previdenciário ou a precarização das relações do trabalho.

O trabalhador brasileiro não pode continuar a ser “boi de piranha” para que o governo promova o ajuste fiscal a que se propõe. Em uma entrevista recente, o presidente Temer adiantou que, na reforma previdenciária que seu governo pretende realizar, ele quer manter uma diferença pequena na idade entre mulheres e homens para efeito de aposentadoria: 62 anos para as mulheres e 65 para os homens. Em suma, o que eles querem é aumentar a idade mínima, adiando, assim, a aposentadoria de ambos os gêneros.

A Força Sindical e as demais centrais, em uma assembleia nacional realizada em julho, firmaram um documento, denominado “Dia Nacional de Mobilização e Luta pelo Emprego e Garantia de Direitos”, com propostas para que a economia nacional entre nos trilhos. Estes atos acontecerão, em todas as capitais do País, amanhã, dia 16.

Entre as várias propostas contidas no documento objetivando a retomada do nosso crescimento econômico destacamos a redução da taxa de juros, viabilizando nosso crescimento industrial; a redução da jornada para 40 horas semanais, sem redução salarial; a retomada do investimento público e privado em infraestrutura produtiva, social e urbana; o aumento e a manutenção da produção e das exportações da indústria de transformação; e incentivos às políticas de fortalecimento do mercado interno para incrementar produção, consumo, emprego, renda e inclusão social.

Agora, é arregaçar as mangas e fazer! Mas sem a retirada de direitos!