Por uma redução drástica nos juros

Começa nesta 3ª feira, 18, a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), a 7ª deste ano, que vai anunciar, no dia seguinte, como ficará a taxa básica de juros (Selic), se será mantida, elevada ou reduzida.

Vale ressaltar que, em outubro de 2012, o Copom fixou a Selic em 7,25% a. a., e, de lá para cá, a cada reunião, os juros subiram entre 0,25 e 0,5 pontos percentuais, com algumas poucas manutenções. Em julho de 2015 os juros alcançaram 14,25%, e foram mantidos por dez reuniões, até a última, em agosto deste ano.

Especialistas financeiros acreditam que os juros, a partir de agora, vão entrar em um novo ciclo, o de queda. O próprio governo dá a entender que condições para que isto aconteça existem, mas que, caso ocorra, será leve e gradativa.

Ora, será uma nova oportunidade perdida a não redução drástica da Selic. Uma amostra do excesso de conservadorismo que pauta as reuniões do Copom. Todos nós sabemos o que os juros altos representam para a economia: a insolvência das empresas, o estrangulamento da produção, queda no consumo e aumento do desemprego. Já uma redução forte nos juros teria efeito contrário: significaria a retomada do crescimento econômico do País, a melhora da saúde financeira das empresas, o reaquecimento do setor produtivo e do comércio e a queda do desemprego.

Quando a reunião do Copom for iniciada a Força Sindical e as demais centrais estarão na av. Paulista, assim como nas ruas de várias cidades do País, pressionando para que a Selic seja reduzida consistentemente. Como sempre dizemos, reduzir os juros em “conta-gotas” é acertar no diagnóstico mas errar na dosagem do remédio.

A política monetária obsoleta que até aqui vem sendo aplicada serve apenas aos interesses dos especuladores e dos grandes rentistas, que se realizam sacrificando a produção, os empregos, os gastos públicos e o consumo das famílias. E isto tem de ter um fim.

A crise econômica só será superada com desenvolvimento, com a valorização do trabalho e com a geração de emprego e renda. E com juros baixos!

Paulo Pereira da Silva – Paulinho
Presidente da Força Sindical e deputado federal