Os juros e o futuro do Brasil

Nosso País atravessa uma crise sem precedentes de cunhos econômico, social e, agora, com a série de denúncias que vieram à tona, também política. As incertezas com as quais a população é obrigada a conviver – principalmente a classe trabalhadora – corroem o dia a dia de milhões de famílias brasileiras, levando-as à total falta de perspectivas e insegurança quanto ao que ainda está por vir.

No quadro econômico, as coisas já não vêm bem há tempos. E tudo por conta de uma sequência incontável de equívocos na condução da nossa política econômica, que acabaram por fazer com que o desemprego alcançasse índices alarmantes (mais de 14 milhões de desempregados), que o setor produtivo atrofiasse, que o consumo retrocedesse a níveis irrisórios e que os investimentos nos vários setores de atividade simplesmente desaparecessem, fortalecendo a desigualdade social.

E um dos grandes vilões pelo atual cenário caótico são os juros, que os últimos governos, teimosamente, aumentaram mês a mês e os mantiveram – mesmo após pequenas reduções – nas alturas, frustrando nossos anseios e as oportunidades já obtidas de sair do “buraco” no qual fomos atirados.

Agora, uma nova chance de reverter este quadro está sendo apresentada. Nos dias 30 e 31 de maio o Copom estará reunido para decidir a nova taxa de juros (hoje em 11,25% a.a.), e esperamos que uma redução forte, capaz de clarear o mercado financeiro, seja seu resultado final, para que o País retome o caminho do crescimento econômico.

A Força Sindical continuará trabalhando por uma redução consistente na taxa de juros. Nossa pressão para isto não vai parar. Queremos um Brasil pujante, a volta dos empregos, uma distribuição de renda mais justa, alívio e esperança para aqueles que mais sentem a recessão. Queremos, enfim, uma vida digna para aqueles que tanto fizeram, e ainda fazem, por nosso País.

Lutamos em várias vertentes, mas nossa união, e nosso poder de mobilização, vão nos levar ao ponto em que queremos chegar, o de um Brasil justo política, econômica e socialmente soberano.