O dólar e o pão

Desde o começo do ano o dólar não para de subir. Em 1º de janeiro, a moeda norte-americana estava valendo cerca de R$ 2,57. Hoje, o valor é de R$ 3,80, tendo atingido picos acima de R$ 4,10 – nos meses de setembro e outubro. Há quem pense que a alta da moeda só afeta quem pretende passar as férias na Disney, mas não é nada disso. O dólar nas alturas prejudica a inflação, a indústria e até mesmo o emprego do trabalhador.

Uma prova cabal de como as mudanças no câmbio são prejudiciais ao cotidiano dos brasileiros é lembrar que o trigo, o principal ingrediente do pãozinho do dia a dia, é mais da metade importado. Por causa disso, o pão francês subiu mais de 10% só neste ano. Tudo que leva farinha de trigo, aliás, subiu junto, como os pães de forma, os bolos, os biscoitos e as massas.

O problema não é só na padaria. A alta do dólar impulsiona a subida da inflação em geral. As empresas com dívidas no exterior também ficam em situação delicada, o que aumenta o desemprego. A confiança das empresas estrangeiras no Brasil cai, provocando problemas profundos na economia. Com tanta coisa ruim causada pela alta da moeda estrangeira, a ida de férias à Disney é a última coisa que o trabalhador vai se preocupar agora.

A grande culpada por esse desastre diário é a política econômica da presidente Dilma Rousseff. Basta lembrar que o dólar estava valendo R$ 1,65 um mês antes de a petista ser eleita para o seu primeiro mandato, em dezembro de 2010. Diante de crises econômicas, Dilma demora para agir e, quando age, o faz mal, demonstrando pouca sensibilidade social e parecendo apenas querer perpetuar o seu partido no poder. O descaso com o dólar demonstra muita responsabilidade com a população. O país precisa mudar. A começar pela própria presidente.