Economia brasileira é destruída junto com a Amazônia

No dia 05 de setembro comemoramos o Dia da Amazônia, patrimônio natural mais valioso do planeta. Mas será que há algo a festejar? A resposta é não.

Apesar de sua importância ambiental para o planeta, a Amazônia tem sido constantemente ameaçada por inúmeras atividades predatórias. As ações criminosas visam a extração de madeira, a mineração, as obras de infraestrutura e a conversão da floresta em áreas para pasto e agricultura.

De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), órgão do Governo Federal, neste ano houve um aumento de 12% com relação ao desmatamento do ano passado. Ainda segundo o Inpe, nos cinco primeiros meses de 2020 o desmatamento na floresta amazônica aumentou 34% em relação ao mesmo período de 2019. E não para por aí. A cada mês, é superado um novo recorde de devastação da maior floresta tropical do mundo.

Os crimes ambientais na região têm chamado a atenção da comunidade internacional, principalmente de investidores estrangeiros que já ameaçam cortar relações comerciais com o Brasil. Caso os desmatamentos continuem, grandes empresas internacionais já acenam com a suspensão de investimentos feitos junto a produtores de carne, operadoras de grãos e até em títulos do governo.

As advertências foram feitas por investidores com mais de US$ 2 trilhões em ativos administrados, como o finlandês Nordea. As companhias visam adotar ações globais para proteger floresta tropical dos desmandos do Ministério do Meio Ambiente e do presidente da República.

Enquanto os investidores ameaçam, o Governo Federal finge não entender os avisos e continua cometendo erros graves na proteção da floresta. Um deles é a pouca fiscalização, facilitando as ações de grileiros. Outra é a falta de políticas públicas de proteção ao índio. Nesta gestão, os povos originais do Brasil são tratados como inimigos.

Economia em perigo – Não bastasse a crise do coronavírus, agora a fraca economia brasileira pode perder recursos importantes se empresas mundiais cumprirem a ameaça de retirar recursos do Brasil e imporem retaliações em razão da falta de política de preservação da floresta.

O presidente da República, Jair Bolsonaro, continua tratando o assunto com desdém e não prioriza a sustentabilidade. Muito pelo contrário. Ele cria leis que facilitam ações ilegais na região.

Corte de Haia – Como os alertas ao Governo Federal não vêm surtindo efeito, países europeus já planejam denunciar o Brasil ao Tribunal Penal Internacional de Haia. Para a Europa, o que acontece no Brasil poderia ser qualificado como “crime contra a humanidade”, já que coloca em risco a saúde ambiental mundial ao permitir que a Amazônia seja destruída.

De acordo com o documento produzido pela União Europeia (EU), os tratados internacionais sobre meio ambiente e direitos humanos obrigam o Brasil a respeitar os direitos dos povos indígenas, proteger o meio ambiente e a biodiversidade, além de implementar as metas estabelecidas pelo Acordo Climático de Paris.

Enquanto o país continuar desrespeitando acordos, perderemos grandes investimentos financeiros. Além disso, defender a Amazônia é garantir aos brasileiros um meio ambiente mais saudável, a sobrevivência de plantas medicinais, utilizadas para fabricação de remédios e preservar o equilíbrio climático.