Mobilização e pressão contra a crise

Em meio à avalanche de notícias ruins que têm desabado sobre o cidadão, o início da validade do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para o trabalhador doméstico, que ocorreu esta semana, é não somente um alento, mas um alerta: a mobilização sindical e a pressão política são ainda as únicas armas que o trabalhador possui para fazer frente à crise econômica e às investidas do PT e outros setores conservadores que querem tirar direitos do cidadão.

O FGTS para o doméstico faz parte da recém-aprovada Lei do Trabalhador Doméstico, que estabelece ainda outros direitos como a jornada de 8 horas diárias e 44 semanais, indenização em caso de demissão sem justa causa e seguro-desemprego. A lei foi conquistada após muita luta do movimento sindical e dos poucos deputados que defendem os direitos dos trabalhadores em Brasília. Estou à frente deste grupo e tenho defendido ainda o aumento para os aposentados que recebem acima do mínimo, o fim do fator previdenciário, o reajuste maior para o FGTS e os direitos dos servidores públicos.

Nas empresas, o trabalhador não pode fraquejar nem deixar de apoiar seu sindicato. Pesquisa do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) mostra que o aumento real das categorias com data-base no primeiro semestre caiu em 2015, passando de 1,46% em 2014 para 0,51% este ano.

O desemprego atingiu 8,6% entre maio e julho deste ano, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), resultado 26% maior que o do ano passado. Mais uma vez, o movimento sindical é a salvaguarda do trabalhador e conquistou, inclusive, a revisão de demissões nos embates dos metalúrgicos de Ribeirão Preto, da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e da GM de São Caetano. Mas as demissões se sucedem e a mobilização não pode fraquejar.