Como os trabalhadores vão superar os efeitos da pandemia?

A covid-19 tem afetado o mercado de trabalho em todo mundo e no Brasil não é diferente. O bem-estar dos trabalhadores deve ser a prioridade de todos os governantes comprometidos com a preservação dos empregos. Para isso, é essencial pensar em ações que ampliem a proteção social, como por exemplo a licença remunerada, entre outros subsídios. Igual atenção deve ser dada aos benefícios fiscais e financeiros, inclusive para micros, pequenas e médias empresas.

De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), a pandemia pode aumentar o número de desempregados no mundo em quase R$ 25 milhões de pessoas. No Brasil, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta semana um aumento de 12,2% no número de desempregados. Temos hoje quase 13 milhões de pessoas sem trabalho.

O IBGE revelou que ainda não é possível medir o impacto do coronavírus sobre esse resultado, já que os dados disponíveis são dos meses de janeiro a março. Já o Ministério da Economia prevê um aumento de 50% na taxa de desemprego no país por conta dos impactos da crise do coronavírus.

Nas minhas redes sociais sempre recebo mensagens de seguidores que relatam o medo de perderem seus empregos. Alguns já até perderam. Isso me causa muita tristeza. Junto com outros parlamentares e com representantes das centrais sindicais, tenho buscado soluções para que os brasileiros não sejam ainda mais prejudicados.

Entre as medidas que ajudei a aprovar está o auxílio emergencial de R$ 600, que garante o sustento de trabalhadores informais, autônomos e mães chefes de família. Garantimos a ajuda financeira aos estados e municípios para que tenham condições de arcar com os salários dos servidores públicos. Também aprovamos projeto de apoio às microempresas.

O que tem feito o governo?

Em vez de assegurar os empregos, o Governo Federal tem adotado medidas que colocam em risco o trabalho de milhões de pessoas. Por exemplo, permite a redução da jornada de trabalho e a redução salarial sem garantias de recompensar as perdas. O Executivo excluiu os sindicatos da negociação, deixando o empresário à vontade para decidirem o que bem entenderem. Enquanto isso, cabe ao trabalhador aceitar a posição da empresa para não ser demitido.

No Congresso Nacional estamos lutando para alterar a MP 936. Queremos que a jornada seja reduzida, mas não o salário. Também exigimos a participação dos sindicatos nas negociações para fortalecer os trabalhadores durante as tratativas.

Para superar a crise financeira causada pela pandemia, os trabalhadores precisam do apoio governamental e empresarial. As empresas precisam tranquilizar os seus funcionários, divulgar cada decisão e criar métodos que preservem o emprego. Já o governo tem como dever apoiar os empresários que apresentem planos de conservação do quadro funcional.

Unidos, venceremos essa crise. Ela vai passar e se todos estiverem juntos, os impactos serão menores. Se todos fizerem a sua parte, logo o Brasil vai voltar ao normal.

Vamos Juntos. Vai passar!