Uma nova fase histórica em nossa democracia

É claro que estamos todos, homens e mulheres que atendem aos chamados da política e dos compromissos de responsabilidade social, participando intensamente desse importante momento histórico que são as campanhas para prefeituras e câmaras municipais.

Também para muitos de nós, engajados em razão de nossos trabalhos e sonhos em construir renovados pactos sociais, as eleições são um momento estratégico para propor novos padrões de gestão pública, fortalecer com as ações partidárias a nossa democracia e, enfim, participar concretamente dos desafios de construir uma nova história em nosso país.

Uma história que começa exatamente nos municípios, que estão com a primeira oportunidade de propor um futuro melhor a partir de novas bases democráticas pactuadas pela sociedade. Nessas bases estão a exigência inconteste de compromissos com a ética e a transparência nas ações de gestão pública. Está também a necessidade de valorizar a capacidade e a vocação empreendedora de nossa gente, sobretudo os jovens, criando políticas e espaços institucionais para liberar essa força fundamental para o nosso desenvolvimento humano, social e econômico. Estão ainda nessas bases para um novo ciclo de desenvolvimento, inovador e sustentável, a consolidação de conquistas democráticas que podem nos levar a um patamar superior de mobilização para superar velhos desafios, como as resistentes desigualdades sociais entre pessoas e regiões, a fome, o desemprego e as complexidades dos sistemas para uma educação e saúde de qualidade.

Entre essas conquistas da democracia estão ainda os conselhos municipais de todas as áreas fundamentais ao desenvolvimento sustentável, como a educação e a saúde, a agricultura e o meio ambiente, a segurança pública e outros. É chegada a hora de esses conselhos assumirem com determinação suas funções estratégicas na construção de uma sociedade melhor e cada vez mais democrática. A começar, então, de firmar sua independência da administração municipal, e efetivamente se colocar e agir como instrumento para consolidar uma gestão social e participativa em nossos municípios. Andando por toda Minas Gerais, tenho visto com entusiasmo, em praticamente todos os municípios, os fortes ventos de renovação que estão arejando e consolidando um novo ambiente de campanhas e debates políticos.

Estão ficando cada vez mais obsoletos os discursos vazios que infelizmente se tornaram uma marca das campanhas, mas que agora já convivem com crescentes momentos de diálogos e debates em tons construtivos, entre candidatos e a população. Esperamos que essa consciência da necessidade de diálogo seja vitória que veio para ficar em nossa política. Somente com o diálogo aberto e debates democráticos será possível estabelecer as prioridades e oportunidades que cada município oferece para o desenvolvimento sustentável. Somente com esses instrumentos será possível conhecer melhor nossas comunidades e, a partir disso, estabelecer as condições e demandas que as possibilitem entrar em novos ciclos de crescimento econômico e melhorias da qualidade de vida das pessoas, um dos objetivos da boa política que todos precisamos praticar. Enfim, as campanhas municipais, em que pese tantas novidades em sua forma – ou até por isso mesmo – estão se revelando o início de uma nova fase histórica da nossa ainda jovem democracia.