Um abraço às companheiras de luta

Quero deixar aqui o meu abraço carinhoso, pelo 8 de março, a todas as mulheres companheiras de luta. Um abraço de amiga, de irmã, de parceira de batalha.

Este abraço é para aquelas que lutam comigo, no movimento sindical, na Força e no Solidariedade por um mundo com igualdade de oportunidades entre homens e mulheres. Para as que lutam por um mundo em que as pessoas sejam respeitadas e recebam seus salários exatamente por aquilo que vale o seu trabalho. Mas não só a elas.

É um abraço a todas as mulheres que avançam. A elas que já são quase dois terços dos universitários no País e que progridem a olhos vistos ocupando espaço no mercado de trabalho, ainda que o preconceito as mantenha com os menores salários e sempre em condições piores que as dos homens na disputa pelos postos de comando. Mas não só a elas.

É um abraço a todas as mulheres que sofrem subjugadas ainda pelos grilhões da cultura machista e sexista que temos. Às mulheres que apanham dos maridos. Às mulheres que são assediadas, estupradas, feridas, despedidas sem justa causa, desprovidas de seus filhos, traídas, roubadas. Às mulheres pobres, que não obtêm sequer o próprio alimento. Àquelas cujo seio seca e deixa de ter leite para dar a seus filhos. E às mulheres que não tiveram seus filhos. Que abortaram porque não conseguiram do sistema público de saúde o acompanhamento mínimo necessário à manutenção de uma gravidez. E àquelas que, no décimo quarto ano do século vinte e um, sequer tiveram a instrução que lhes mostrasse a importância de um pré-natal.

Neste nosso Dia Internacional, compartilho neste abraço a realidade de ser mulher e a beleza de estarmos vivas. Estamos nos organizando, aprendendo, somos confiantes. Mais do que tudo, sabemos do que somos capazes. Se a Justiça e a liberdade ainda não foram construídas neste mundo em que os homens mandam, é exatamente isso o que estamos fazendo ao lutar pela condição feminina. Nossa luta é, em última instância, humana, igualitária, ética. Avançaremos e poderemos ter cada vez mais amor pelo mundo em que vivemos.