Retomada da economia brasileira depende de um plano de vacinação eficaz

Foto: Agência Brasil

No Brasil mais de 3 milhões de pessoas já foram vacinadas contra a Covid-19. Ou seja, 1,44% da população. Ainda estamos longe de atingir os 70%, número mínimo para que o país saia da crise sanitária. Claro que estamos bem melhores do que há um mês, quando ainda não havia previsão para o início da imunização, mas o ritmo ainda está lento. Isso impacta diretamente na economia.

A retomada econômica depende diretamente do sucesso do plano de vacinação para que a vida volte à sua ‘normalidade’. Disso depende o retorno do funcionamento de empresas de todos os setores, sobretudo as do setor de serviço, como restaurantes, bares, além do comércio de forma geral.

Mesmo essencial, a quarentena contribuiu para os altos índices de desemprego no país, devido ao fechamento de setores considerados não essenciais. As consequências foram ainda piores nos estados do Norte e Nordeste, regiões historicamente pobres.

Economia em colapso

Se em 2020, com auxílio emergencial, a situação econômica do país já foi ruim, em 2021, sem auxílio e sem uma campanha de vacinação eficaz, a situação econômica piorará significativamente.

Para se ter uma ideia da dimensão do problema, o fim do auxílio emergencial já levou dois milhões de brasileiros à pobreza, apenas em janeiro. O número já é maior do que o observado antes do início da pandemia do coronavírus. Os indicadores começaram a piorar com a redução do benefício de R$ 600 para R$ 300.

Além de um plano de imunização eficiente, o Brasil precisa de uma estratégia de política econômica abrangente.

Como deputado federal preparei uma emenda para o retorno do auxílio emergencial até 2022. O apoio às pequenas e micro empresas também é um fator essencial para estancar o desemprego.

Porém, para termos estabilidade na economia, um planejamento vacinal eficaz é imprescindível para que todos os brasileiros sejam imunizados ainda neste primeiro semestre.