Previdência: Força intensifica luta manutenção de direitos

Desde que o governo anunciou novas regras para a Previdência Social, e externou algumas das alterações pretendidas no texto a ser elaborado, a Força Sindical mobilizou-se para impedir que, sob o pretexto de “tirar o sistema previdenciário do buraco”, direitos históricos dos trabalhadores sejam simplesmente suprimidos.

É inaceitável que o governo, para sanar os cofres públicos, venha com uma proposta como esta, que estipula um tempo mínimo de contribuição para a aposentadoria com regras de transição que tenham como base a idade do(a) trabalhador(a), de 65 anos para homens e mulheres.

No intuito de intensificar ainda mais a luta contra a retirada de direitos na reforma da Previdência, a Força Sindical realizou, na 6ª feira, dia 9, uma reunião, com cerca de quatrocentos sindicalistas, de todo o País, na qual foi tirado um calendário de manifestações, a serem realizadas em nível nacional, por uma reforma previdenciária sem mudanças prejudiciais aos trabalhadores, mas sim que garantam uma transição justa para todos.

As primeiras manifestações deverão acontecer no dia 24 de janeiro em todos os Estados brasileiros. No dia seguinte (25), um grande ato, organizado pelo Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi) da Força Sindical, será realizado na Praça da Sé, em São Paulo. A manifestação contará com a participação de aposentados e sindicalistas.

Na reunião da Força Sindical os dirigentes sindicais aprovaram a proposta que elaboramos, e que deverá ser apresentada na Câmara dos Deputados como Emenda Constitucional, que determina o estabelecimento de uma idade mínima de sessenta anos para homens e 58 para mulheres para efeito de aposentadoria, além de garantir uma transição justa para todos.

Nós, trabalhadores e trabalhadoras brasileiros(as), devemos abraçar esta causa e encampar, efetivamente, esta luta, que é de todos. São os nossos direitos que estão em jogo! Se aprovada como está, todos só teremos a perder. Nós, nossos filhos e nossos netos.

E, diga-se, perder muito!