Política e juventude

As políticas sociais têm sido umas das principais bandeiras dos jovens brasileiros, especialmente entre os que vivem nas periferias dos grandes centros. O combate à violência contra mulheres, negros, homossexuais e outras minorias, a melhoria na qualidade da educação, a redução da violência e a mobilidade urbana são os principais temas que têm movimentado as redes sociais e provocam o debate na sociedade.

Jovens organizados e politizados reivindicam direitos, defendem bandeiras e, em muitos momentos, questionam e pressionam governos a ponto de mudar cenários até então definidos.

Essa é a força de um grupo que não se sente representado por nenhuma política pública existente, que se comunica virtualmente e conta com a velocidade da internet para espalhar suas ideias e demonstrar seu descontentamento com decisões que não passam por nenhum processo democrático. Na prática, os jovens dizem: Queremos ser ouvidos. Queremos participar da decisão daquilo que afeta a nossa vida. Mas é necessário que haja uma agenda de crise para que eles sejam ouvidos?

Em 2013, o Solidariedade nasceu a partir da insatisfação da população com os modelos de políticas apresentadas até então. Movimentos de trabalhadores tinham a necessidade de lideranças envolvidas verdadeiramente com a sua causa, assim como esses jovens que necessitam de uma liderança que conheça sua linguagem e que crie a identificação com as bandeiras que eles defendem.

A política pode e dever ser pensada para todos, e os jovens têm papel fundamental na mudança dessas diretrizes.

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