O SUS deve garantir o parto humanizado e seguro

A Lei de Inclusão traz diretrizes para garantir a prevenção de deficiências durante a gestação. As medidas incluem a garantia do acompanhamento da gravidez, além do parto humanizado e seguro na rede pública de saúde. A lei também prevê a identificação e o controle da gestante de alto risco.

O Brasil tem quase 50 milhões de pessoas com deficiência, mas não sabemos as causas dessas deficiências. Quantas crianças nasceram por erro médico, partos mal conduzidos ou falhas na prescrição de medicamentos durante a gravidez?

Muito tem se falado sobre a “epidemia de cesarianas” no Brasil, principalmente depois que a Agência Nacional de Saúde publicou resolução para reduzir o procedimento. Mas pouco se fala sobre a garantia do parto seguro e humanizado na rede.

Segundo o Ministério da Saúde mais de 18 milhões de consultas pré-natais foram realizadas pelo SUS só em 2012. Mas quantas mães perambulam nos hospitais à espera de atendimento na hora do parto? E quantas levam anos para descobrir a deficiência de seus filhos? São muitas perguntas sem respostas. Garantir a segurança da gravidez até o pós-parto é dever do Estado. Precisamos cobrar e fiscalizar o cumprimento dessas diretrizes.