Ensinamentos do momento

Recentemente, eu li algo interessante, sobre como os brasileiros começam a aprender apenas em situações temerosas. Uma crise generalizada toma conta do Brasil. Crise de abastecimento hídrico, que já anuncia um possível racionamento de energia; crise na economia, que está gerando graves problemas de abastecimento (em Brasília, por exemplo, começa a faltar pão, derivados do leite e embutidos), crise nas bolsas de valores, ocasionando a super desvalorização da nossa moeda. É… um colapso se instala, meus amigos.

O que podemos aprender com este cenário? Chama-se “pedagogia da catástrofe” o conjunto de lições tiradas de tragédias geralmente anunciadas e desprezadas. O brasileiro está passando por um aprendizado desse tipo. Ou seja, depois de décadas desperdiçando água e deteriorando nossos mananciais, sem a preocupação de construir reservatórios e construir uma consciência de economia e preservação, a população se vê às voltas com a seca, num dos países mais ricos em recursos naturais do planeta.

Tudo foi previsto, avisado e poderia sim, ter sido evitado. Mas, nossos gestores resistiram a fazer políticas necessárias de investimento, como em educação, construção de reservatórios e investimentos nessa área e preferiram caminhar a “passos firmes” em direção ao resultado que hoje nos é apresentado diariamente.

A fatura cobrada pela alienação do povo e pela má política, que gere tendenciosamente nossos cofres, nos obriga a viver em meio à privações de serviços essenciais, driblar a crise fiscal, a estagnação econômica e conviver com escândalos, como o a destruição da Petrobras. Talvez, com isso, aprendamos o risco do aparelhamento do Estado e da corrupção.

Na última semana, os jornais anunciavam aumento de até 70% na energia e hoje pela manhã, a presidente Dilma disse que o governo federal não tem condições de baixar o preço do diesel, como reivindicam caminhoneiros de todas as regiões do país, parados há sete dias nas rodovias federais. Mas, qual será o próximo país comunista a ser agraciado com milhões em recursos deste mesmo Governo?

O que virá adiante? O que fazer para evitar o colapso? Será que ainda teremos pela frente as crises de mobilidade urbana, ecológica, educacional? Sem contar na segurança pública, que nos toca mais sensivelmente todos os dias. Precisaremos entrar em uma guerra civil para garantir o constitucional direito de ir e vir ou vamos esperar que as catástrofes nos convençam?

 

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