Empresas pedem socorro para pagar 13º

É uma catástrofe. Neste ano, as indústrias do Estado de São Paulo precisarão recorrer de maneira recorde a empréstimos para pagar o 13º dos seus trabalhadores. A prática mostra de maneira inequívoca como a indústria paulista está frágil em sua parte financeira. Se o estado mais rico do Brasil vive este momento de penúria, imagine nas outras unidades da federação.

Mais de 35% das empresas do estado recorrerão a bancos e financiadores para honrar o 13º de seus funcionários. A última vez que a situação esteve tão mal foi em 2009, quando o mundo enfrentou uma das piores crises em décadas. Desta vez, porém, a crise é nacional e tem nome e sobrenome: Dilma Roussef.

A presidente escondeu a péssima situação econômica do país para ganhar a reeleição. Depois, fez trapalhada atrás de trapalhada e fez país se afundar ainda mais no buraco. Neste fim de ano, não há um setor econômico nacional que esteja contente com o governo. A sensação geral é de pessimismo, e você sente isso no dia a dia.

O Natal seria o momento de reaquecer a economia. Mas não no governo Dilma. Sabe quantas empresas preveem vender menos no fim do ano? Oito em cada 10. Numa situação normal, com um governo mais comprometido com a nação, o fim de ano é a época para as vendas dispararem. A crise, porém, freia o investimento, causa desemprego e tira o poder de compra do trabalhador. É uma bola de neve que quebra toda a estrutura da economia nacional. Das grandes empresas aos lares mais simples.

Eu tenho convicção, com pesar, que a situação tende a piorar daqui para frente. Por isso não tenho constrangimento em lutar pela saída da presidente Dilma. É a única forma de o Brasil ter a chance de sair de um destino sombrio e de difícil salvação. Só com um governo novo, com bases novas, podemos enfim voltar a ter esperanças no Brasil do desenvolvimento e da inclusão social plena.