Eleições 2014: A Democracia avança visivelmente

A cada período eleitoral, surgem críticas – entre abalizadas e levianas – quanto às dificuldades em se levar a termo, na prática, todos os direitos teoricamente envolvidos no processo democrático brasileiro.  O primeiro deles usualmente em xeque é o direito real à livre e soberana escolha de cada cidadão. Alguns argumentam que, nos cenários de compra de votos ainda existentes, sobretudo nos rincões mais humildes do país, a eleição é sobejamente manipulada. Nesse mesmo viés, há quem coloque que, afora tal “convencimento monetário” – ilegal, é bom lembrar – a chamada grande mídia tende a favorecer candidatos em cujas ideologias se assestam interesses em comum com tais conglomerados da comunicação.

Há ainda os que por princípio torcem o nariz para o processo eleitoral brasileiro em função da obrigatoriedade do voto.  Com ela, ponderam, já se estabelece uma afronta à democracia.

Todas as opiniões que grassam nesse período representam exatamente um dos maiores méritos do estado democrático de direito: a liberdade de expressão.  Quem diverge dessas alegações, por sua vez, também pode apresentar seus argumentos contrários – ou simplesmente optar por não fazê-lo, se assim lhes convier.

Não me cabe aqui mensurar pertinência ou graus de correção de tais polêmicas. Levado pelas estatísticas do Tribunal Superior Eleitoral, que classifica as Eleições 2014 como as maiores da história do Brasil, me limito a compartilhar nestas linhas uma grande felicidade e uma inabalável esperança.  Escrevo antes de ocorrido o segundo turno, mas o que se viu no primeiro foi, a meu ver, um espetáculo memorável de exercício cidadão, em todo o país predominantemente marcado pela paz.

Peço licença ao leitor para, neste momento, adentrar minha história particular. Fui reeleito deputado federal pelo meu estado, Sergipe, no dia 5 passado, e reafirmei a fé na política partidária empreendida sob o signo da ética e do compromisso absoluto com o bem comum. Esses foram os esteios de meu primeiro mandato e o eleitorado os reconheceu honrando-me outra vez com sua confiança.  No decorrer da atividade parlamentar, foquei a geração de emprego e renda, primordial para o modelo de desenvolvimento em que acredito, pautado no trabalho honesto e qualificado, num ambiente saudável para o empreendedorismo em toda e qualquer dimensão.

A democracia brasileira ainda precisa avançar, indubitavelmente, mas os fatos atestam que esse horizonte já não é longínquo como outrora. Ao contrário, vai se desenhando promissor, maturidade cujo caminho requer propósito, idealismo e cidadania posta em prática. Negligenciar a democracia implica se arriscar ao retrocesso, abrindo a guarda para regimes totalitários, dos quais nenhum brasileiro deveria ter saudades.

 

Laércio Oliveira – Deputado Federal pelo Solidariedade em Sergipe