Desemprego crescente e preocupações idem

O crescimento do desemprego, por si só uma calamidade socioeconômica, gera uma situação crítica para aqueles que, empregados, convivem com a incerteza de não saberem como será o dia de amanhã. E o trabalhador, neste quadro de vulnerabilidade, tende a render menos em seu trabalho, disperso, tornando-se ainda mais suscetível ante a ameaça de demissão. O desemprego chega a causar, inclusive, a desagregação familiar.

Hoje estima-se em doze milhões o número de desempregados no País. Computando-se aí aqueles que precisam trabalhar e ganhar mais, e, ainda, os que estão parados, mas pelos motivos mais diversos não têm buscado uma nova chance, este número chega a atingir 23 milhões de trabalhadores.

As centrais sindicais, preocupadas com este quadro caótico, estão mobilizadas na luta contra o desemprego. Para tanto, estão promovendo manifestações por todo o Brasil para clamar à sociedade e sensibilizar parlamentares e governo para a gravidade do problema. Inclusive entregamos ao governo uma lista de propostas voltadas a este fim.

Para fazer com que a economia se recupere, e o desemprego seja combatido, o governo tem de reavaliar seus conceitos. Elaborar políticas que visem baixar os juros, baratear o crédito, intensificar os investimentos na indústria, fomentar a produção e o consumo são caminhos viáveis para que alcancemos este objetivo.