A sociedade mais justa passa pela justiça política e pela prática justa de quem nos governa

Milhares de pessoas saíram às ruas ontem. Esse é o resultado de uma mobilização legítima da sociedade brasileira descontente com o Governo da presidente Dilma Rousseff. Não teve baderna, não teve tumulto, não existiram conflitos físicos. O ato mais agressivo foi pessoas portando cartazes pedindo um novo rumo para este país tão amado por todos.

Esplanada dos Ministérios, em Brasília, lotada. Avenida Paulista, lotada. Avenida Copacabana, no Rio de Janeiro, lotada. Centro de Belo Horizonte, lotado. Avenida Afonso Pena, em Campo Grande, lotada. São manifestações que impedem que tentem esconder a insatisfação de grande parcela da população, que quer construir a nova estrada política brasileira com o efetivo combate à corrupção, mesmo com a grave crise econômica e financeira do Brasil. A vontade destes cidadãos: reconduzir o Brasil ao desenvolvimento.

Foram mobilizações em 23 capitais, que a Polícia Militar estimou em 1,8 milhão de pessoas participando, que mostraram o quanto está frágil o Governo de Dilma Rousseff, que há 90 dias tomou posse e 120 dias estava na disputa eleitoral. Foi um movimento das forças sociais, que mostrou o verdadeiro “saldo político” de um governo sem rumo.

A falta de direção ficou evidente nos muitos dos ditos “ajustes” adotados neste início de ano, que mostrou o quanto as promessas da campanha eleitoral de Dilma Rousseff foram eleitoreiras. A conduta é bem diferente das promessas, e logo após a posse.

Na questão energética, o Governo fez o discurso do congelamento e até da redução da tarifa de energia. Mas o quê fez? Aumentou o preço uma vez com a bandeira tarifária. Não contente, novo aumento. Desta vez com o nome de reajuste tarifário extraordinário. E Agora, todos vão ter de colocar a mão no bolso novamente por causa de outro reajuste da energia. Se a presidente não sabia, incompetência. Se sabia, fez o discurso com a má intenção de lesar o cidadão.

Não é só isso. E os combustíveis? Especialistas alertavam sobre a necessidade de reajustar o preço da gasolina e do diesel desde o começo do ano passado. Por questão eleitoreira, Dilma Rousseff manteve o preço, que agora explodiu e deve subir mais. Não sabia desta necessidade? Sabia sim. Queria ganhar a eleição a qualquer custo, ou melhor, ao custo da Petrobras.

Se a condução econômica está de mal a pior, e a política, então. Primeiro que a presidente Dilma Rousseff se fechou em sua bolha de vida, não se manifestou em um momento histórico como o de ontem. Deveria ter reconhecido a importância destes atos, que defendem a democracia. Depois, colocou dois ministros como porta-vozes para darem opiniões contraditórias e incoerentes com a realidade do verdadeiro Brasil, que é bem diferente do Brasil do Palácio do Planalto.

O ministro da Justiça, Eduardo Cardozo falou que a presidente governa para todos os brasileiros, contentes e descontentes e sempre aberta ao diálogo. Já o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Miguel Rossetto, afirmou que o movimento tem apenas caráter político, feito pela oposição. Um ato pautado pela intolerância e pelo pedido de impeachment. Ele acha que o brasileiro está satisfeito em pagar 50% a mais pela energia elétrica e mais de R$ 3,50 pelo litro de combustível?

Se ser oposição é manifestar a opinião contrária à péssima gestão administrativa de uma pessoa que comanda o país. Isso me dá certeza, então, de que estou no caminho certo. Tenho feito isso no Congresso Nacional, cobrando o Governo federal, exigindo explicações sobre seus atos, apontando erros e quais caminhos a seguir.

Também vou cobrar explicações sobre as afirmações de que somente hoje os órgãos responsáveis pelas investigações das corrupções tem autonomia, postura que seria inexistente antes da gestão do ex-presidente Lula porque quem estava nestas instituições era colocado ali por decisão exclusivamente política. É uma acusação muito grave! Antes da gestão do PT a Polícia Federal era um departamento de partido político? O mesmo acontecia com o Ministério Público? Não aceitamos estas afirmações infundadas, que tentam “amenizar” a gravidade do que acontece no Brasil.

Viva o Brasil!! Viva a democracia!! Viva o povo brasileiro!!

Por isso afirmo que a sociedade mais justa passa pela justiça política e pela prática justa de quem nos governa.