Solidariedade vota a favor de PEC que regulariza vaquejada

Tramitando na Câmara desde fevereiro deste ano, a Proposta de Emenda à Constituição que não considera mais os rodeios, vaquejadas e provas equestres um ato cruel contra aos animais tem apenas mais um passo na Câmara. Conhecida como PEC da Vaquejada, a proposta passou em primeiro turno no plenário este mês, com apoio unânime da bancada do Solidariedade.

Durante a discussão do texto, o deputado federal Genecias Noronha (CE) defendeu a importância dessas atividades para a recuperação econômica do Brasil. Ele também destacou que elas devem ser valorizadas, por já serem patrimônio cultural imaterial e uma tradição popular, principalmente no Nordeste. “Foi uma vitória para a região e especialmente meu estado, o Ceará, onde mais de 600 vaquejadas são feitas por ano”, comemora o parlamentar.

As três modalidades são responsáveis por mais de 120 mil empregos diretos e 600 mil indiretos. “Mais importante que a tradição nordestina, que a vaquejada e que os esportes equestres, são os trabalhadores do setor”, destaca Genecias. “Seja na cocheira, na fábrica de ração ou no laboratório de remédios, precisamos garantir o ganha-pão dessas pessoas”.

Movimentando cerca de R$ 600 milhões por ano, a vaquejada é o esporte que mais cresce no Nordeste, perdendo apenas para o futebol. Segundo a Associação Brasileira de Vaquejada (Abvaq), para cada evento, são necessários mais de 270 profissionais, que vão de veterinários e juízes a seguranças e profissionais de limpeza.

O deputado federal Augusto Coutinho (PE) também saiu em defesa da PEC. “Sou nordestino, sei o que representa a vaquejada para a nossa região e hoje, com os mecanismos usados, não tenho dúvida de que a prática não causa nenhum tipo de mal aos animais”, argumenta.