Solidariedade repudia declarações de Bolsonaro contra a jornalista Patrícia Campos Mello

O Solidariedade lamenta e repudia as ofensas feitas pelo presidente Jair Bolsonaro a jornalista Patrícia Campos Mello, que durante entrevista, na frente do Palácio da Alvorada, atacou a repórter com uma insinuação sexual: “Ela queria um furo. Ela queria dar o furo a qualquer preço contra mim”, disse o presidente.

A jornalista foi responsável por revelar, em 2018, um esquema de disparo em massa de fake News, via WhatsApp, durante a campanha eleitoral, que levou Bolsonaro à Presidência. Desde então, a repórter tem sido alvo da família. Os ataques vão contra o princípio da democracia, que depende da informação e fiscalização.

É inadmissível que um agente público ataque qualquer cidadão com termos chulos e de apelo machista e misógino. A repórter já havia sido agredida pelo deputado federal, Eduardo Bolsonaro (filho do presidente), em suas redes sociais e no plenário da Câmara.

Pai e filho fazem menção ao ex-funcionário de uma empresa de marketing digital, Hans River do Rio Nascimento, que, ao ser ouvido na CPMI das Fake News, declarou que a jornalista se ofereceu sexualmente em troca de informações privilegiadas.

Os integrantes da família Bolsonaro, ao invés de explicar à sociedade, tentam desabonar a todo instante e, a qualquer custo, a imprensa.

O partido repudia as declarações e presta total solidariedade à jornalista Patrícia. Estas afirmações são um verdadeiro desrespeito a mulher, a democracia, a imprensa e a sociedade.

Luiz Adriano
Secretário-geral nacional do Solidariedade