Solidariedade realiza Grupo de Trabalho para debater políticas públicas para mulheres

O quarto Grupo de Trabalho do Solidariedade (GT) a se reunir foi o das Mulheres. Elas se encontraram na quinta e sexta-feira (18 e 19/8) no Leques Brasil Hotel-Escola, na Liberdade, em São Paulo-SP. Os grupos fazem parte do calendário do partido para o 2º semestre e têm o objetivo de reunir os diversos movimentos sociais para debater políticas públicas específicas para cada segmento.

“Nós criamos os GTs para gerarmos ferramentas de trabalho para que as secretarias façam o seu real papel: colocar o partido em movimento”, explicou o coordenador político da Secretaria Geral, Luiz Antônio Adriano da Silva, que ainda ressaltou: “A ideia é empoderar os movimentos sociais do partido e fazer planejamentos a longo prazo, com pessoas de fato envolvidas nas causas”.

Para a presidente da Fundação 1º de Maio – entidade ligada ao partido e executora dos GTs -, Samanta Costa, a Secretaria das Mulheres do Solidariedade é a mais atuante do partido, mas ainda há falhas. “Entendemos uma necessidade desse trabalho para que todas as pastas do partido sejam ativas. Todas as propostas retiradas daqui serão levadas para a deliberação da Secretaria Geral”, explicou ela.

No primeiro dia de reunião, a missão, visão e os valores da Secretaria da Mulher do Solidariedade foram propostos. Além disso, foram escolhidos os temas violência, saúde, trabalho e educação como prioritários a ser trabalhados.

O dia seguinte foi de organizar os segmentos que terão coordenadores regionais. As mulheres sugeriram que saúde, segurança, trabalho e educação sejam como pastas dentro da secretaria e tenham coordenadoras pelo Brasil.

Explorando os segmentos apontados, o grupo destacou câncer de mama e colo, mortalidade materna, doenças sexualmente transmissíveis, sexo no climatério e menopausa, anemia falciforme, depressão e endometriose como preocupações prioritárias para a pasta da Saúde.

“Defendo a conscientização da endometriose como um dos assuntos a serem trabalhados”, disse a jornalista e blogueira do tema, Caroline Salazar, que passou a ser ativista após sofrer 18 anos com cólicas e dores durante as relações sexuais devido à falta de diagnóstico. “Criei o blog inicialmente para desabafar, mas cheguei a ter 15 mil visualizações em um só dia. Muitas mulheres têm endometriose e não sabem. A informação e tratamento são muito importantes porque a doença causa infertilidade”, explicou Caroline.

Outro segmento bastante explorado foi a segurança da mulher. Pontos como violência doméstica, criação de delegacias 24 horas para atendê-las em todo o Brasil, além da humanização dos serviços oferecidos nas delegacias e acompanhamento psicológico também foram levantados.

“Faz 25 anos que estou na política e não conseguia me identificar com nenhum partido”, afirmou a assistente social da Secretaria estadual da Mulher no Paraná, Sandra Borges. “Entrei no Solidariedade porque aqui tenho apoio para desenvolver meus trabalhos sociais e esse encontro, onde podemos expor nossas opiniões, é prova disso”, disse ela.

O secretário-geral do Solidariedade, João Inocentini, também destacou a importância de empoderar as secretarias: “Nós queremos um partido de influência para chegar no poder, mas isso não depende só da gente, está nas mãos de cada um de vocês”. Ele ainda explicou que a organização pensada para isso deve reunir pelo menos 5600 mulheres atuando em prol do movimento dentro da legenda.

O deputado federal Fernando Francischini, do Paraná, que veio fazer uma visita ao presidente nacional do Solidariedade, Paulinho da Força, aproveitou a estadia em São Paulo para acompanhar o trabalho feito pelo GT das Mulheres. “Infelizmente, o que elege os candidatos hoje é a legenda, são as finanças, e as propostas viram marketing apenas. Nós, do Solidariedade, vamos sempre ter portas abertas para dar voz aos movimentos sociais”, reforçou Francischini às participantes.

Coincidência ou não, o encontro aconteceu no bairro da “Liberdade” e na sala de mesmo nome. Além disso, esse também foi o assunto tratado pela secretária nacional da Mulher do Solidariedade, Eunice Cabral. “As mulheres precisam ser livres para debater sobre todos os assuntos. Porém, mais do que debater, temos que nos empoderar para colocarmos a teoria em prática. Quero que todas saiam daqui com a tarefa de passar o discurso para o trabalho efetivo”, pediu Eunice.

O presidente nacional do Solidariedade, deputado federal Paulinho da Força, encerrou o evento com uma fala motivadora para as participantes: “Eu aprendi que se você tem um objetivo, tem que lutar com determinação para alcançá-lo. As pessoas que não querem ou têm dificuldade em realizar vão ficar pelo caminho, mas nós chegaremos lá”.

Por: Talita Benegra