Solidariedade quer mais mulheres na política

O aumento da representatividade feminina é essencial para a efetivação da democracia e de uma sociedade mais igualitária. Também representa a busca pela garantia dos direitos da mulher e para que alguns temas sejam colocados em discussão, como a violência doméstica e a igualdade familiar.

É com esse pensamento que o Solidariedade tem incentivado as mulheres a ocuparem o seu espaço. Por meio da Secretaria Nacional da Mulher do Solidariedade, em parceria com a Fundação 1º de Maio, o partido tem oferecido o curso Lidera+, que visa qualificar mulheres que desejam atuar na política e concorrer com pé de igualdade nas próximas eleições, com chances de vitória.

“Nós mulheres temos um papel importante, porque nós somos geradoras de vidas e conseguimos administrar ao mesmo tempo casa, família, trabalho, filhos, netos, por isso, quanto mais mulheres participando da política, mais poderemos fazer para o nosso país”, explica a secretária nacional da Mulher do Solidariedade, Eunice Cabral.

No Brasil, embora o público feminino represente 52,24% do eleitorado, há uma grande diferença entre homens e mulheres nos espaços de decisões. As mulheres tiveram o direito ao voto no país apenas em 1934, mas a sua inserção tem sido lenta. Para se ter uma ideia, a primeira presidenta foi eleita em 2011 e um banheiro feminino no Senado Federal só foi inaugurado em 2016.

As eleições de 2018, apresentaram alguns números positivos para o país: o aumento de mulheres eleitas na Câmara foi de 51%, somando um total de 77, e o percentual que concorreram ao Congresso também ficou acima do exigido por lei.

Para Eunice, os partidos precisam preparar as mulheres para a política. Uma vez que, historicamente, elas foram educadas para ocupar os espaços privados, como os afazeres domésticos e cuidar dos filhos. “Queremos mais mulheres nos espaços públicos, precisamos qualificá-las para que possam ser vereadoras, prefeitas, deputadas, senadoras e, quem sabe, até uma presidenta do partido, por isso, que estamos investindo nelas”, afirmou.

O Lidera+ selecionou mulheres de todo país que participam do curso, composto por cinco módulos presenciais e atividades remotas. As aulas, oferecidas entre agosto de 2019 e março de 2020, são ministradas por especialistas e lideranças do partido. Dentre os temas estão: formação política, planejamento de campanha, formação de rede de apoio e comunicação.

“Estamos vendo a evolução de nossas participantes em cada módulo. O Solidariedade não é um partido que usa as mulheres apenas para cumprir a cota, mas quer colocá-las como protagonistas da política”, declarou Eunice.

A nova legislação eleitoral prevê o estímulo à participação feminina por meio da cota de gênero. Segundo a lei, cada partido preencherá o mínimo de 30% de cada sexo e o máximo de 70%. Segundo o secretário-geral do Solidariedade, Luiz Adriano, com o Lidera+ e os eventos de mulheres organizados pelo partido, os estados estão conseguindo cumprir a cota com tranquilidade.

“Estamos muito felizes com a participação das mulheres no processo de candidaturas pelo Brasil. Estamos conseguindo preencher vagas para elas com muito mais facilidade do que esperávamos no início do planejamento”, explicou.

O último módulo do Lidera+ acontece neste final de semana (6, 7 e 8) com apresentação do TCC, muito mais aprendizado, colóquio e a tão esperada formatura.