Solidariedade pede nova política industrial e demissão do ministro da Indústria e Comércio

O Solidariedade vem a público exigir do governo brasileiro a demissão do Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, bem como mudanças urgentes na política industrial do País.

Nossa legenda considera absurdos e extremamente perversos os seguidos aumentos no déficit da balança comercial da indústria brasileira, que teve em 2012 seu pior desequilíbrio da história, de US$ 105 bilhões. Os resultados são fruto da irresponsabilidade e incompetência do governo, que não soube criar o ambiente propício para que a indústria brasileira aprofundasse ou mesmo mantivesse seu desenvolvimento.

Entre os pontos que consideramos urgentes serem implementados na política econômica estão os seguintes:

Participação do trabalhador. Queremos que o trabalhador seja chamado a opinar em todas as decisões sobre a indústria nacional, como forma de defesa dos empregos e ampliação democrática.

Garantia de emprego e renda. Para todo apoio concedido à indústria, queremos que sejam impostas metas de empregos gerados e garantia de que as empresas beneficiadas não demitirão.

Juros baixos. Os juros altos em vigor no País retiram recursos tanto das indústrias como do próprio governo, beneficiando unicamente o setor financeiro. É necessário mudar a forma de combate à inflação, investindo em setores-chave da economia e, desta forma, obtendo tanto o maior desenvolvimento como diminuição da pressão inflacionária.

Inovação tecnológica. Os recursos para inovação no País são tímidos e insuficientes. Já passou da hora de colocarmos a inovação como prioridade no Brasil e envolver universidades, institutos de pesquisa e empresas nesse trabalho.

Contrapartidas. Incentivos tributários devem ser concedidos vinculados a contrapartidas como investimento, agregação de valor, emprego, inovação e eficiência, isso para todos os casos e cadeias produtivas, não só para montadoras.

Preservação da Previdência. Não aceitamos o modo como o governo tem realizado a desoneração da Folha de Pagamento de diversos setores. A taxação do faturamento das empresas é difícil e gera perda de arrecadação para a Previdência. Neste caso, é preciso definir, em conjunto com os trabalhadores, também a origem dos recursos.

Em nome da população brasileira, o Solidariedade exige um novo caminho para a economia e a política industrial nacionais, pautado em inovação, competitividade e geração de empregos de qualidade.

Paulinho da Força
Presidente nacional do Solidariedade