Solidariedade lança “Programa Operacional” para aproximar a política do cidadão comum

O diretor técnico da Fundação 1º de Maio, Diógenes Sandim (Foto: Guilherme Martinelli)

O primeiro curso de Formação Política da Fundação 1º de Maio abordou o programa operacional do Solidariedade. O diretor técnico da fundação, Diógenes Sandim, apresentou as diretrizes partidárias: cooperação e solidariedade como compromissos de todas as relações sociais, valorização do trabalho humano e desenvolvimento econômico, humano e social sustentável.

Para chegar a essas diretrizes, o Solidariedade desenvolveu uma metodologia única para que essas diretrizes se tornem ações práticas em todo o país. Segundo Diógenes, a primeira ação prática é definir a cooperação como bem intrínseco ao ser humano. Ele destacou que a cultura de competição está disseminada entre as pessoas, o que é um erro. “Se acreditamos que a cooperação move o mundo, podemos dizer que a solidariedade move as pessoas em direção ao bem comum”, afirmou.

Outro aspecto destacado foi a valorização do trabalho humano, mas sempre estabelecendo um diálogo com o capital e aplicando essa valorização em todos os níveis, desde o diretor da empresa até quem cuida da limpeza.

O diretor técnico da Fundação 1º de Maio ressaltou que a valorização do trabalho e o diálogo com o capital estão ligados à terceira diretriz, que trata do desenvolvimento econômico, humano e social sustentável.

Após a apresentação desses tópicos, Diógenes destacou a necessidade de colocar em prática essas diretrizes, através do programa partidário. “As pessoas devem ter muito claro o que devem fazer, porque não adianta uma teoria bonita sem que as ações sejam condizentes com essa teoria”, disse.

Exemplo

 Para mostrar como deve ser a ação dos militantes do Solidariedade em todo o país, Diógenes usou o exemplo de um projeto voltado para os idosos, criado pela Secretaria dos Idosos, Aposentados e Pensionistas do partido, a Academia ao Ar Livre voltada a idosos. Segundo ele, esse projeto já foi aplicado com sucesso em alguns lugares e será enviado a todas as lideranças municipais do partido, de forma que o projeto seja apresentado nas Câmaras Municipais e se torne uma marca em todo o País. O diretor explicou que o projeto é parte do próprio Programa Operacional do Solidariedade para a questão dos idosos, que possui ainda ações e diretrizes para os níveis estadual e federal.

“Vamos fazer política grande, políticas públicas. Esse é o novo partido. Se pensarmos apenas em candidaturas e utilizarmos as velhas práticas políticas, não seremos diferentes do que já está aí”, finalizou.

Ideologia

 Durante o evento, o presidente do Solidariedade-SP, David Martins, falou sobre a ideologia partidária. Ele afirmou que o Solidariedade se coloca como um partido de centro esquerda, com ações voltadas para os trabalhadores, mas também defendendo a indústria, porque sem o fortalecimento das empresas, não existem empregos. “Nossa principal diretriz é defender as pessoas que precisam de políticas públicas, defender os trabalhadores, sem esquecer de quem cria empregos”, frisou.