Reforma da Previdência é debatida em Grupos de Trabalho dos movimentos sociais do Solidariedade

Preocupados em defender os direitos adquiridos pelos trabalhadores, lideranças do Solidariedade aproveitaram os seis dias de Grupos de Trabalho (GTs) dos movimentos sociais do partido para debater a Reforma da Previdência. Os encontros aconteceram dia 19,20,23,24, 26 e 27 de janeiro, em dois hotéis de São Paulo, com objetivo de municiar as secretarias temáticas do partido com informações e propostas que atendam às demandas de cada grupo.

Os GTs contaram com a presença de ativistas e pessoas que de alguma forma compactuam com algum dos temas das secretarias do partido: Pessoa com Deficiência; Aposentados Pensionistas e Idosos; Jovens; Igualdade Social; Mulher e Meio Ambiente, Desenvolvimento Sustentável e Agricultura Familiar. Todos com interesse direto nas mudanças propostas pelo governo sobre a Previdência.

“Nós entendemos que haja necessidade de uma Reforma na Previdência, mas o que tem sido proposto pelo Planalto atinge diretamente uma parte fragilizada da sociedade, que o governo não está dando atenção no momento”, explicou o secretário executivo da Secretaria Geral, Luiz Antônio Adriano da Silva, aos presentes.

O presidente nacional do Solidariedade, deputado federal Paulinho da Força, tem se posicionado em toda a mídia nacional contra o texto atual e feito propostas para alterá-lo, a fim de que a lei mexa o mínimo nos direitos já adquiridos pelo trabalhador. “Tenho proposto basicamente que a idade mínima para a aposentadoria seja de 58 anos para mulheres e 60 para homens. Para receber o salário integral, proponho uma transição de 30%, ou seja, se atualmente a pessoa precisa trabalhar mais um ano para se aposentar, ela trabalhará um ano e quatro meses. O mesmo acontece quando faltam 10 anos, com um ano e meio a mais, ela já pode ter acesso”, sugeriu Paulinho, que pediu opinião no encontro e em suas redes sociais sobre a proposta.

Cláudio Prado, coordenador de políticas públicas da Fundação 1º de Maio – entidade de formação política ligada ao Solidariedade -, falou aos grupos sobre a batalha que o deputado Paulinho da Força tem travado para que o texto da Reforma da Previdência não seja aprovado da forma que está. “É nosso papel nos preparar para fazer um enfrentamento social”, afirmou ele.

O coordenador também ressaltou a importância da diferença de tempo de aposentadoria entre homens e mulheres: “Não é à toa que o Paulinho propõe aposentadoria com idade mínima diferente para as mulheres. Elas têm triplo trabalho. Geram a vida e gerenciam o fruto disso, a maioria ainda cuida sozinha da casa ou de grande parte dela, além de trabalhar fora”.

Durante o GT dos Aposentados, Pensionistas e Idosos, o secretário da pasta, Carlos Andreu Ortiz, ressaltou a importância desse debate para que o partido cresça e a secretaria desse movimento fortaleça. “Os aposentados precisam de fato de muita atenção e com as ferramentas necessárias conseguiremos levantar a secretaria para que tenhamos essa atenção de que tanto precisamos”.

“A reforma do jeito que foi proposta deve acabar com todos os direitos dos trabalhadores”, explanou o secretário-geral do Solidariedade, João Inocentini, que completou: “A partir do dia 6 de fevereiro deve acabar praticamente com auxílios-doença e maternidade, porque o trabalhador terá que ter 12 meses de carteira assinada para receber o direito”.

O deputado Paulinho da Força fez um pedido especial aos representantes das pessoas com deficiência que estavam no GT: “Vocês precisam me ajudar com as propostas porque nem sempre eu sei de suas necessidades”. A solicitação foi estendida às mulheres.

Talita Benegra