Paulinho lidera articulação contra o pacote de maldades de Dilma

Liderados pelo presidente nacional do Solidariedade, o deputado federal Paulinho da Força, representantes das centrais sindicais foram recebidos, na terça-feira, 10 de fevereiro,  pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, e do Senado, Renan Calheiros.

Eles entregaram um documento pedindo a revogação das Medidas Provisórias (MPs) 664 e 665, que aumentam o tempo de registro em carteira para quem quer o pagamento do seguro-desemprego, cortam o pagamento da pensão por morte e o abono do PIS/Pasep, reduz o auxílio doença e o seguro defeso dos pescadores.

Paulinho citou ainda o veto da presidente Dilma Roussef à correção da tabela do Imposto de Renda em 6,5%, que deve ser apreciado pelo Senado ainda este mês.

Cunha indicou que a pressão dos trabalhadores deve começar pelas comissões que vão analisar as MPs antes que elas cheguem ao plenário da Câmara.

Entre as dezenas de emendas que foram apresentadas pelos partidos a essas MPs, as do Solidariedade pedem simplesmente que elas sejam revogadas.

Já o presidente do Senado foi mais enfático e disse que o ajuste das contas do governo não pode ser jogado nas costas dos trabalhadores. “O poder público tem que fazer a sua parte e reduzir seus gastos com os milhares de cargos comissionados e com os 39 ministérios”, disse Renan.

“A partir de agora, vamos aumentar a pressão no Congresso e nas ruas”, prometeu Paulinho.