Para o deputado Arthur Maia, Dilma sempre soube o tamanho da crise

O líder do Solidariedade, deputado Arthur Oliveira Maia (BA), afirmou em pronunciamento nesta terça-feira (25) que a presidente Dilma Rousseff inaugurou a autodelação premiada ao admitir que errou na avaliação da situação econômica durante a campanha eleitoral do ano passado, demorando a perceber a gravidade da crise e que, por isso, “deveria ter começado a agir em setembro, outubro e novembro”.

Para Maia, o governo sempre soube o tamanho da crise, mas tentou esconder dos brasileiros para se reeleger. “A presidente inaugurou a auto delação premiada porque reconheceu o erro, mas quer negar a fraude. Eu afirmo que ela sabia e que este erro que está custando muito caro ao Brasil foi premeditado. Dilma errou e fraudou de maneira absolutamente irresponsável a eleição”, criticou.

Em entrevista a jornais, a presidente reconheceu que talvez fosse o caso de adotar medidas corretivas ainda no ano passado, antes das eleições, e afirmou que “ninguém” esperava uma queda de arrecadação tão brutal e que as dificuldades só ficaram evidentes entre novembro e dezembro, após a corrida eleitoral.

O parlamentar fez duras críticas à presidente e disse que a grave crise que o Brasil está atravessando decorre da condução desastrosa do governo do PT, no ano passado, face à economia do país. “Estamos assistindo ao aumento do desemprego e da inflação com a previsão de um PIB negativo inédito desde o governo Collor. Parlamentares da base aliada insistem em defender o governo justificando que a crise é resultado de uma fatalidade, de uma contingência externa e que não foi causada pela presidente Dilma. Mas reafirmo: o que o PT fez com o Brasil foi um golpe”, salientou.

Maia lembrou que, na última semana, o ministro Gilmar Mendes solicitou à Procuradoria Geral da República investigação de denúncias de ilegalidades no financiamento da campanha da presidente. Além das possíveis irregularidades na campanha presidencial, Dilma também enfrenta outro problema. Ela vai ter que explicar práticas orçamentárias que o Tribunal de Contas da União (TCU) alega violar a lei de responsabilidade fiscal: são as chamadas pedaladas fiscais.

“Dilma ignorou a crise não porque achou que fosse pequena, mas para se reeleger. O propósito sempre foi a reeleição, independentemente das consequências para a economia. O que ela fez foi em proveito próprio. Um verdadeiro estelionato eleitoral. Isso terá que ser reconhecido pelo Tribunal de Contas da União que haverá de dar a punição devida a esses crimes”, completou.

Fonte: Assessoria de Imprensa – deputado Arthur Oliveira Maia