Para o deputado Arthur Maia, Dilma oferece ministérios como mercadoria

O líder do Solidariedade, deputado Arthur Oliveira Maia (BA), fez duras críticas à reforma ministerial da presidente da República Dilma Rousseff e afirmou que o governo oferta ministérios como mercadoria sem nenhum compromisso com a administração pública. As declarações foram dadas no Plenário da Câmara, na noite desta quarta-feira (23).

“Em um momento em que o Brasil enfrenta uma das piores crises de sua história – com inflação subindo, desemprego aumentando, dólar disparando, obras públicas paradas -, imaginávamos que a ação política de uma reforma ministerial traria caminhos novos para o Brasil. Entretanto, ao invés de propor uma reforma política que oriente o país em direção à saída da crise, Dilma faz uma oferta de ministérios como mercadoria para conquistar apoio de partidos e de deputados com propósito meramente político”, criticou Maia.

Espaço no governo

Anunciada em agosto com o objetivo de reduzir os gastos, a reforma administrativa consiste em extinguir cerca de dez dos atuais 39 ministérios e reduzir o número de cargos comissionados. Segundo as estimativas da equipe econômica, o Executivo conseguirá reduzir os gastos em cerca de R$ 200 milhões com essa medida.

Dilma pediu aos presidentes da Câmara e do Senado que fizessem indicações, mas ambos recusaram. As bancadas do PMDB nas duas Casas, porém, demonstraram interesse em participar. Com essa reforma, o partido deve ficar com quatro pastas – dois indicados pela bancada na Câmara e dois pela bancada no Senado. Entre as pastas que devem ser entregues ao PMDB estão o Ministério da Saúde e o Ministério da Infraestrutura, que deve ser criado por meio da fusão de outras pastas.

Ainda nesta quarta-feira, a presidente ofereceu o Ministério das Comunicações ao PDT. O Partido formalizou há poucas semanas “independência” ao governo. Agora, Dilma tenta reconstruir uma ponte com o ex-aliado.

Impeachment

Maia acusa o governo de tentar agradar antigos aliados para conter o impeachment no Congresso. “A mera troca de nomes na Esplanada sem nenhum critério técnico, certamente pode servir à presidente Dilma para atrasar o inevitável impeachment, mas não vai diminuir a dor e o sofrimento do povo brasileiro. Essa não é a reforma que o Brasil espera e precisa”, enfatiza o parlamentar.

O líder do Solidariedade explica que é uma tentativa “trapalhona e irresponsável”, que já vive de tentar construir uma base. “Quando se trata de Ministérios como da Saúde, da Infraestrutura, é importante que haja um compromisso com a qualidade técnica e o governo abriu mão de tudo isso para pensar simplesmente em se manter no poder. Essa situação só demonstra desespero”, destaca Maia.

Ele acredita que os brasileiros vão cobrar uma postura mais coerente dos políticos diante da possibilidade de abertura de impeachment contra a presidente Dilma. “A vigilância democrática do povo brasileiro estará observando o papel que cada um tem perante sua história. E a história do Brasil cobra de nós, sobretudo neste momento, firmeza nos nossos propósitos e lealdade ao sentimento do povo brasileiro que, em quase sua totalidade, diz não a este nefasto governo que infelicita o Brasil”, concluiu.

Fonte: assessoria de imprensa – deputado Arthur Oliveira Maia