“Ou a Dilma está doida ou pensa que tem um bando de idiotas aqui no Brasil”

Foi com esta frase que o deputado federal Paulinho da Força, presidente nacional do Solidariedade, abriu o seu discurso na manifestação convocada pela centrais sindicais contra o pacote de maldades baixado pelo governo. A manifestação, na avenida Paulista, em São Paulo, reuniu nesta quarta-feira (28/01) cerca de 20 mil pessoas.

O presidente nacional do Solidariedade se referia ao pronunciamento feito ontem pela presidente da República, no qual ela disse que não mexeria nos direitos trabalhistas.

Mas, como mostrou Paulinho, pela medida provisória do governo, o tempo de carteira assinada para pedir seguro-desemprego sobe de seis para 18 meses nos últimos dois anos.

“Com isso, 60% dos demitidos não vão poder receber o seguro-desemprego”, avisou o deputado, que se referiu ainda ao fim do abono salarial para quem ganha até dois salários mínimos, ao corte de 50% na pensão por morte, ao fim do seguro-defeso dos pescadores e ao veto na correção da tabela do imposto de renda em 6,5%, que corrigiria as perdas com a inflação do ano passado.

“Hoje começa a mobilização para enfrentar o pacote de maldades da Dilma”, disse Paulinho, garantindo que as medidas baixadas pelo governo serão derrubadas no novo Congresso, que toma posse no próximo domingo.

“E a primeira derrota desse governo será logo na presidência da Câmara dos Deputados”, garantiu o deputado federal reeleito pela terceira vez, que apoia a candidatura do deputado Eduardo Cunha, do PMDB do Rio de Janeiro.

Ele disse ainda que, a partir da semana que vem, defenderá a criação de uma nova CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Petrobras. “Nós queremos que sejam presos não só os diretores da empresa. Queremos chegar até o líder da quadrilha”, proclamou Paulinho, sem especificar a quem se referia.