Solidariedade quer que Dilma corrija Projeto de Lei Orçamentária 2016

Horas depois de o governo entregar o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) 2016 ao Congresso, o Solidariedade se manifestou contra a proposta. Na tarde desta terça-feira (1º), líderes do partido reuniram-se com Renan Calheiros (PMDB-AL), e com outros líderes da oposição para pedir que o Congresso Nacional devolva o “orçamento desequilibrado” ao Parlamento.

Para os líderes do Solidariedade, a presidente Dilma precisa acrescentar uma emenda ao projeto, corrigindo o déficit.

Arthur Oliveira Maia (BA), líder do Solidariedade na Câmara, a entrega da proposta com previsão de déficit de R$ 30,5 bilhões demonstra que o Palácio do Planalto procura transferir suas responsabilidades ao Legislativo. Segundo ele, o governo Dilma não tem “mais condições de gerenciar as próprias contas públicas”. “Não seremos cúmplices de mais esse crime de responsabilidade fiscal. A gestão pública deve buscar o equilíbrio das contas governamentais dentro das receitas disponíveis. A LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal) prevê o equilíbrio entre receitas e despesas. Tal princípio é utilizado por todas as famílias brasileiras, ou seja, você planeja seus gastos a partir das receitas previstas”, enfatizou.

Já o deputado federal e presidente do Solidariedade, Paulinho da Força (SP), afirma que o projeto revela despreparo do governo para lidar com o dinheiro público. “O orçamento está com déficit porque a gestão do governo foi temerária, usou e abusou das pedaladas fiscais e da contabilidade criativa. Além disso, instaurou a corrupção endêmica na Petrobras e nos fundos de pensão”, declarou.

Entre os presentes, estavam os deputados federais Bruno Araújo (PSDB-PE), Carlos Sampaio (PSDB-SP), Rubens Bueno (PPS-PR), Nilson Leitão (PSDB-MT), Mendonça Filho (DEM-PE) e os senadores José Agripino (DEM-RN), Ronaldo Caiado (DEM-GO) e Cássio Cunha Lima (PSDB-PB).

Reportagem: Isadora Monteiro com informações e assessoria de imprensa dos deputados Paulinho da Força e Arthur Maia