No 1º de Maio, Paulinho pede “fora Dilma” e anuncia projeto de reajuste do FGTS

Paulinho fala aos trabalhadores (Foto: Força Sindical)

Na festa do 1º de Maio, Dia do Trabalhador, da Força Sindical, realizada a Praça Campo de Bagatelle, em São Paulo, o presidente do Solidariedade, deputado federal Paulo Pereira da Silva, regeu um coro de cerca de 1 milhão de pessoas com a palavra de ordem “fora Dilma, fora Dilma”.

Paulinho da Força lembrou que, apesar de ser um dia de festa, era preciso reconhecer que o Brasil vive uma situação de dar dó. “O país está em recessão e a inflação e o desemprego voltaram, enquanto os corruptos do governo dão risada”, disse ele, para em seguida propor: “Quem quer o fora Dilma levanta o braço”. No que foi atendido pela multidão.

O deputado informou ainda sobre as medidas do governo que tiram direitos dos trabalhadores, dificultando o acesso ao seguro-desemprego, ao abono do PIS, ao seguro-defeso dos pescadores e cortam as pensões por morte. Essas medidas serão votadas no Congresso na semana que vem.

Nisso, o líder do Solidariedade na Câmara dos Deputados, Arthur Maia, da Bahia, foi categórico. “Nós vamos defender os direitos dos trabalhadores e essas medidas serão derrubadas no Congresso”, garantiu.

Tanto Paulinho quanto Maia lembraram que a presidente da República não teve coragem de fazer o tradicional pronunciamento em rede de rádio e TV com medo de ouvir um novo “panelaço”, tamanha a sua impopularidade.

FGTS

Paulinho informou ainda que ele e o presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha, também presente no evento, apresentaram um projeto para mudar a fórmula de reajuste do Fundo de Garantia. Hoje, o FGTS é corrigido em 3% ao ano, mais a variação da TR – que não sobe há 20 anos.

Pelo projeto, o FGTS será reajustado da mesma forma que as cadernetas de poupança, que é de 0,5% ao mês, mais TR.
“Hoje, o que o governo faz é um verdadeiro assalto a um recurso dos trabalhadores. Corrige o FGTS em 3% ao ano e cobra 7% de juros de quem compra a casa no programa Minha Casa, Minha Vida”, protestou Paulinho.

Além de sindicalistas de diversas categorias, discursaram vários políticos, como o senador Aécio Neves (PSDB-MG), que classificou o governo Dilma como o mais corrupto da história do Brasil.