Lidera+ diploma mais de 100 mulheres para as eleições

O Dia Internacional da Mulher teve gostinho de conquista e realização para as participantes do Lidera+, que concluíram os cinco módulos do curso. Ao longo da formação, elas aprenderam muito sobre política, campanha eleitoral e legislação.

O domingo foi dedicado a conscientização das mulheres. Na primeira palestrante, a consultora, empresária e educadora, Aparecida Gonçalves, falou sobre a violência contra a mulher. De acordo com ela, no Brasil, o crime vem crescendo a cada dia. Ela defende que os partidos trabalhem estratégias políticas para criar ações que acabem com a agressão doméstica e o feminicídio.

“Mas para que as iniciativas deem certo, os eleitos precisam garantir orçamento para que as ações sejam realizadas. Não adianta um discurso bonito ou uma secretaria sem recursos”, ressaltou.

Já a publicitária, escritora e colunista, Cris Guerra, começou contando um pouco de sua história para as mulheres do Lidera+. Ela falou de sua superação após bullyings e perdas familiares. “As mulheres têm capacidade de se superar quando se conscientizam de que problemas podem ser resolvidos”, afirmou Cris.

Para finalizar a fase das palestras, a advogada e professora Ruth Manus, discorreu sobre o “Empoderamento Feminino: #ImagineJuntas”.

“As mulheres devem valorizar as suas diferenças e não pode aceitar padronização. O feminismo prega a liberdade. Todas as mulheres têm direito de fazer as suas escolhas”, esclareceu a advogada.

 

Formatura

No período da tarde, o Lidera+ realizou a formatura política de 103 mulheres. O curso foi promovido pela Secretaria Nacional da Mulher do Solidariedade e Fundação 1° de Maio durante 5 finais de semana, de agosto de 2019 a março de 2020.

Nas aulas, as mulheres foram preparadas para concorrerem as eleições com o objetivo de ampliar a representação feminina no Brasil.

O evento de diplomação contou com a presença de diversas autoridades: deputados federais, estadual, distrital, representantes do Solidariedade e da Fundação 1° de Maio.

A presidente da Fundação, Samanta Costa, relembrou o esforço das participantes para cumprirem o módulo. Segundo ela, o empenho demonstrou que as mulheres têm necessidade de estar na política. “Somente as mulheres sabem defender as suas pautas e, por isso, elas devem estar no Congresso, nas Câmaras, nas Assembleias e no Executivo. Estamos trabalhando para ampliar a representatividade feminina e vamos chegar lá”, afirmou.

O presidente nacional do Solidariedade e deputado federal, Paulinho da Força, disse que a formação política das mulheres é importante para que o partido tenha candidatas qualificadas. “Não teremos candidatas laranjas no Solidariedade. Vamos ter candidatas competindo em igualdade com os homens”.

O deputado também aconselhou as mulheres que quando forem eleitas, elas devem se preocupar com os mais pobres. “A política serve para melhorar a vida das pessoas. Por isso as nossas candidatas devem ter em mente as necessidades dos brasileiros e, assim, fazerem projetos e ações que melhorem a vida das pessoas”.

O líder da bancada do Solidariedade na Câmara, deputado federal por Minas Gerais, Zé Silva, ressaltou que o Solidariedade é o primeiro partido a se preocupar com a capacitação das mulheres. “Em Minas, já temos as nossas candidatas e todas estão bem preparadas para atuarem politicamente em suas cidades”.

 

Representação política

Já o secretário-geral nacional do Solidariedade, Luiz Adriano, ressaltou que o Solidariedade está empenhado no aumento da candidatura feminina em todo país. “O nosso projeto vai além de 2020. O Solidariedade quer mais mulheres na política e investe nisso”, disse.

Logo depois, o vice-presidente nacional do Solidariedade, Jefferson Coriteac, reforçou o apoio do partido às mulheres. “Não queremos que fique apenas no sonho, mas vamos realizar. Vamos apoiar todas as mulheres que querem entrar na política”.

Igualdade – A deputada federal pelo Acre, Vanda Milani, contou um pouco de sua história profissional e política. Por experiência própria, ela disse que as mulheres só realizam seus sonhos quando se dedicam e se empenham.

“Lutei muito por tudo que desejei e consegui realizar. Foi assim com a política. Nada é fácil e temos que lutar pelo o que queremos e pelo que acreditamos. Com o apoio do Solidariedade, vocês também chegarão lá”, afirmou.

Já o deputado federal pelo Rio de Janeiro, Aureo, citou as candidaturas laranjas em outros partidos. “Não podemos aceitar que as mulheres sejam usadas para que homens sejam eleitos. Fico feliz porque o Solidariedade está preocupado em capacitar as lideranças femininas para que façam a diferença no país”.

A deputada federal pelo Piauí, Marina Santos, disse que o mais difícil de ser eleita é permanecer na política. “A luta não termina quando você se elege, continua também durante o seu mandato. Tudo é mais difícil e as mulheres precisam se preparar”.

No final do ato político todas as mulheres receberam os diplomas de formação política.

 

Veja o que falaram os outros integrantes da mesa 

Kelps Lima – deputado estadual pelo Rio Grande do Norte: “As mulheres devem lutar para conquistar maior representatividade política no país. O Solidariedade acredita nas mulheres e investiu para que elas conquistem o seu espaço”.

Professor Israel – deputado distrital: “As mulheres não devem se intimidar quando alguém falar que elas não são capazes. É aí que elas devem se empenhar para provar que podem estar na política e que são preparadas para defender políticas públicas para a sua cidade, estado e para o país”.

Plínio Sarti – secretário nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos do Solidariedade: ” O Brasil só vai para frente quando se conscientizar sobre a importância da mulher na política”.

Pedro Nepomuceno – presidente municipal do Solidariedade São Paulo: “No Lidera+, as mulheres ganharam conhecimento político e estão preparadas para as eleições”.