Líder e presidente do Solidariedade criticam fala de Paulo Guedes sobre dólar e empregadas

O líder do Solidariedade na Câmara, deputado federal Zé Silva (MG), e o presidente do partido, deputado Paulinho da Força (SP), se manifestaram contra o comentário do ministro da Economia, Paulo Guedes, sobre a alta do dólar e as viagens feitas pelos brasileiros.

Durante um evento na quarta-feira (12), o ministro minimizou os efeitos do aumento dólar e ironizou a escolha de brasileiros de visitarem outros países quando o real estava valorizado. “Todo mundo indo para a Disneylândia, empregada doméstica indo para Disneylândia, uma festa danada. Pera aí. Vai passear ali em Foz do Iguaçu, vai passear ali no Nordeste, está cheio de praia bonita”, afirmou Guedes. Na última semana, o ministro havia causado polêmica ao chamar os funcionários públicos de “parasitas”.

Para o líder do Solidariedade, o ministro deveria ter mais responsabilidade com o que diz. “Ele não pode toda semana fazer uma afirmação discriminatória dessas. O país pelo qual nós lutamos no Congresso é para que todas as pessoas tenham oportunidade de ter qualidade de vida e viajar para onde quiserem”, destacou Zé Silva. “O governo, o ministro, os deputados não têm que dizer o que as pessoas devem fazer, mas temos que criar condições para que todas as pessoas tenham oportunidade de serem felizes, então chega, o ministro não pode falar mais isso”.

Paulinho da Força também evidenciou o teor discriminatório das afirmações de Paulo Guedes. “Essa fala mostra o preconceito do governo com as pessoas mais pobres do Brasil. É inaceitável o que o ministro falou. Qual o problema de uma empregada doméstica que economizou levar seu filho à Disney como o rico leva?”, pontuou o presidente do Solidariedade.

O comentário do ministro da Economia veio após críticas sofridas pelo governo por conta da alta do dólar, que bateu o quarto recorde consecutivo em relação ao real, cotado a R$ 4,3505 na quarta-feira.