Fundação Palmares está em retrocesso na garantia de direitos do povo negro

A Fundação Palmares, instituída para defender e fomentar a cultura e manifestações afro-brasileira, nos parece que vem passando por um processo de reestruturação para o retrocesso da garantia dos direitos civis da população negra do nosso país.

O atual presidente da Fundação Cultural Palmares deve viver em outro Brasil ao fazer declarações de recusa a existência do racismo no país. Ao invés de promover e valorizar a cultura negra, o gestor tem atacado com frequência as conquistas do movimento social negro.

Não reconhecer a luta de um povo que contribuiu incontestavelmente com a nossa história não me parece uma gestão técnica e sim desrespeitosa para com os que reconhecem e defendem os negros, indiferente de ideologia de direita, esquerda, centro, ou seja, o que for. Isso é uma questão de racismo.

O posicionamento de um cidadão pode e deve ser respeitado, ainda que não pactuamos com suas opiniões. Tratando-se de um gestor de uma instituição historicamente atuante nas politicas públicas da cultura afro-brasileira é “Lamentável”.

A infeliz declaração, do atual gestor, de que o movimento negro é escória maldita e de outras expressões, mostra que precisamos de ações técnicas de garantia de direitos civis e culturais para que possamos compreender que a luta dos movimentos negros organizados política e ideologicamente representa uma população, no entanto, não foram relevantes para a garantia e reparação de alguns dos seus direitos ao longo dos 520 anos.

A Secretaria da Igualdade Social do Solidariedade repudia as declarações do Sérgio Camargo e espera que ele assuma seu papel de defensor do povo negro, por respeito a essa população e, principalmente, ao cargo que assumiu exercer.