Empatia e solidariedade antes do voto

Em apenas 66 dias, o Brasil atingiu a triste marca de mais de 20 mil vidas perdidas e cerca de 310 mil infectados pelo novo coronavírus. Em um momento tão difícil da nossa história, não há nenhuma possibilidade de pensarmos em realizar as eleições em outubro, enquanto a grande maioria da população está preocupada em salvar vidas e conseguir recursos para sua sobrevivência.

Temos que nos reinventar e, se tem uma coisa que o vírus tem nos ensinado, é sobre a empatia e a solidariedade. Como tem sido importante e essencial neste período.

Desde março, quando foram registrados os primeiros casos no país e com os estudos apresentados pelas entidades científicas, já imaginávamos que não seria possível manter o calendário eleitoral e a previsão é que o pico siga até julho se não mantivermos o isolamento social.

Manter as eleições em outubro é colocar em risco a democracia. Não dá para falar de propostas e pensar em escolher representantes, quando não se tem nem o que pôr na mesa para comer.

Precisamos sim de representantes comprometidos com a sociedade, capazes de propor medidas responsáveis e projetos que, de fato, cheguem a quem precisa para sairmos dessa crise. No entanto, o momento é de salvar vidas e não de avaliar esse ou aquele candidato.

Vamos nos unir na corrente do bem e da solidariedade, vamos nos aproximar da população, mesmo distante, para conhecer suas reais necessidades e as questões que os afligem nesse momento. Ofereça ajuda ao invés de pedir voto.

Por esses motivos, defendemos o adiamento das eleições, mas não a prorrogação de mandato. O alongamento surgiu por meio de Fake News de pessoas que querem tirar proveito da situação, sem ao menos conhecer a constituição.

As eleições, quando for o momento (novembro ou dezembro), irão acontecer e todos os candidatos poderão falar das suas propostas com calma e a população terá plenas condições de avaliar e escolher a melhor opção.

Seguiremos firmes em nosso trabalho, fazendo nossa boa política de ajudar o próximo e assim, sairemos o mais rápido possível dessa crise. Vai passar!