Eduardo Cunha recebe apoio de trabalhadores em ato em São Paulo

Convidado pelo presidente do Solidariedade e deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, participou de evento na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, onde foi saudado como o primeiro presidente da Câmara que realmente atendeu reivindicações dos trabalhadores e colocou para votar de verdade todos os itens da pauta trabalhista.

“O presidente Eduardo Cunha é a pessoa mais correta que encontrei”, afirmou Paulinho, citando o projeto que corrige os depósitos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) como uma das maiores conquistas. Pelo projeto aprovado na última quarta-feira (19), a partir de janeiro de 2016, os depósitos do FGTS serão corrigidos em 4% mais TR; no segundo ano, em 4,75% mais TR; no terceiro ano, em 5,5% mais TR; e no quarto ano, em 2019, terá as mesmas regras da poupança. Ou seja: de cerca de 6,5%, mais TR. A nova regra ainda precisará ser aprovada no Senado.

De acordo com Paulinho, o projeto se torna ainda mais importante diante das perdas que os trabalhadores já tiveram no FGTS. O deputado resslatou que, desde 1999, essas perdas já somam R$ 400 bilhões.

Paulinho afirmou, ainda, que o governo federal tenta empurrar a crise para o Congresso, mas não vai conseguir. “A crise não é nossa, é da Dilma, do PT e do Lula. Nós vamos devolver essa crise para o Palácio do Planalto”, disse, sob aplausos.

Eduardo Cunha

Em seu discurso, o presidente da Câmara afirmou que ouviu as reivindicações dos trabalhadores e que fará de tudo que estiver ao seu alcance para que as pautas trabalhistas sejam votadas.

Eduardo Cunha também rebateu as acusações de que estaria aprovando “pautas-bomba”, por colocar em votação projetos de reajuste do FGTS e das aposentadorias. “Dizer que isso é pauta-bomba é um absurdo, isso é direito do trabalhador”, frisou.

Na crítica ao governo federal, o presidente da Câmara afirmou que os projetos de interesse do trabalhador não eram votados porque havia um “julgo do poder Executivo sobre o Legislativo”, que acabou quando ele assumiu a Presidência da Casa. “Enquanto eu estiver na Câmara, esse julgo do Executivo não vai acontecer”, afirmou.

Cunha destacou, ainda, que faz parte das atribuições da Câmara aproximar e trazer o legislativo para dialogar com a sociedade, mas esse diálogo não pode ser feito sem a participação dos trabalhadores. “Quem quer ouvir a sociedade, tem que ouvir, em primeiro lugar os trabalhadores, senão não adianta”, ressaltou.