É inaceitável a ironia de Bolsonaro com algo tão grave, diz Luiz Adriano

Enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, considerado mentor do presidente brasileiro, reconheceu, nesta terça-feira, que o Brasil passa por um “surto sério” de Covid-19, o presidente Bolsonaro faz chacota ao ser indagado sobre o recorde de 474 mortes por coronavírus em um dia, chegando a 5017 casos, superando a China. “E daí? Lamento. Quer que eu faça o quê? Eu sou Messias, mas não faço milagre”, disse, fazendo trocadilho com o próprio nome.

Ainda nesta terça-feira, o jornal O Estado de S. Paulo ganhou uma liminar que obriga o presidente a apresentar em 48 horas os laudos dos seus exames e a resposta novamente veio com uma piada. “Daqui a pouco vão querer saber se eu sou virgem ou não”, disse Bolsonaro.

Nos jornais o que acompanhamos foram hospitais chegando ao seu limite de atendimento e as intermináveis filas de cidadãos que buscam pelo auxílio de R$ 600. São notáveis as dificuldades que os cidadãos enfrentam para buscar ajuda governamental para o mínimo sustento e o governo não faz nada para resolver o problema.

É inaceitável que um presidente da República se pronuncie de forma irônica em relação a algo tão grave. Cabe ao Congresso Nacional e Supremo Supremo Federal estabelecer limites às descabidas bobagens do executivo e tomar as decisões para que o país não tenha volumosos danos à saúde da população e à economia.

Luiz Adriano
Secretário-geral nacional do Solidariedade