Dilma sanciona Reforma Política

A Presidente Dilma Rousseff homologou nesta terça-feira (29) a Reforma Política com vetos a doações feitas por empresas e o voto impresso. As informações foram divulgadas pelo Líder do Governo durante a reunião do Colégio de Líderes, na Câmara dos Deputados. A publicação no Diário Oficial da União deve ocorrer amanhã (30). Os vetos da presidente devem entrar na pauta do Congresso Nacional ainda nesta quarta-feira.

Veja o que muda para o próximo ano se confirmada a publicação no Diário Oficial:

• De agora em diante, ao invés de 90 dias serão apenas 45 dias de campanha. O candidato deve se filiar a um partido seis meses e não mais um ano antes das eleições.
• Para quem trabalha nas eleições com carros de som e etc, agora terá que contribuir com o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) como contribuinte individual.

PRINCIPAIS PONTOS

1 – O prazo de filiação partidária fixado em 6 meses antes da data das eleições.
2 – Janela: fica permitida a mudança de partido efetuada durante o período de 30 dias que antecede o prazo de filiação, exigido em lei para concorrer à eleição, majoritária ou proporcional, que se realizará no ano anterior ao término do mandato vigente.
4 – Fixação de teto para gastos de campanha:
a) Para presidente, governador e prefeito:
– Se na eleição anterior houve apenas um turno, o teto será de 70% do maior gasto declarado para o cargo, na circunscrição eleitoral.
– Se tiver havido dois turnos, o limite será de 50% do maior gasto declarado para o cargo, na circunscrição eleitoral.
– Para segundo turno, o limite de gastos será de 30% do gasto efetuado no 1° turno.
b) Para senador, vereador, deputado estadual e distrital, e deputado federal: Limite de 70% do gasto contratado na eleição anterior, na circunscrição para o respectivo cargo.
5 – Redução do período da campanha eleitoral de 90 para 45 dias.
6 – Mudança na distribuição do tempo reservado à propaganda eleitoral:
a) Diminuição de 45 para 35 dias do período em que a propaganda deve ser transmitida pelas emissoras antes das eleições gerais ou municipais.
b) 90% serão distribuídos proporcionalmente ao número de representantes da Câmara dos Deputados, considerados:
– Nas coligações das eleições majoritárias, o resultado da soma do número de representantes dos seis maiores partidos que a integrem.
– Nas coligações das eleições proporcionais, o resultado da soma do número de representantes de todos os partidos que a integrem.
– 10% distribuídos igualitariamente.
7 – Voto Impresso: a urna deverá imprimir o registro de cada votação, que será depositado, de forma automática, em local lacrado. O voto deverá ser conferido e confirmado pelo eleitor para que então se conclua o processo de votação;
8 – Prazo mínimo de filiação do candidato ao partido pelo qual concorrerá passa de um ano para seis meses;
9 – Manutenção da contratação de carros de som e cabos eleitorais. O pessoal contratado pelos candidatos ou partidos para as campanhas eleitorais terá de contribuir com o INSS como contribuinte individual;

RESUMO DO NOVO CALENDÁRIO ELEITORAL
Convenções
De 20 de julho a 5 de agosto do ano da eleição
Registro
15 de agosto do ano da eleição
Duração da Campanha eleitoral
45 dias
Propaganda Eleitoral
A partir de 15 de agosto do ano da eleição
Vedação às emissoras de transmitir programa apresentado ou comentado por quem venha a ser candidato
30 de junho do ano da eleição
Propaganda Eleitoral gratuita na televisão e no rádio
35 dias anteriores à antevéspera das eleições

Ao invés de 90 dias serão apenas 45 dias de campanha. O candidato deve se filiar a um partido seis meses e não um ano como antes das eleições e para quem trabalha nas eleições com carros de som e etc, agora terá que contribuir com o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) como contribuinte individual.