Brasil precisa de medidas eficazes para atender trabalhadores informais durante o isolamento

O governo federal ainda não entendeu a gravidade dos impactos econômicos do Coronavírus no Brasil e no cotidiano de milhões de empresários e trabalhadores, principalmente na vida dos 39 milhões que estão na informalidade. Mesmo depois da Câmara aprovar o projeto que decreta estado de calamidade pública, a gestão de Bolsonaro adota medidas insuficientes para a proteção ao emprego e a renda dos brasileiros.

Por isso, junto com representantes das centrais sindicais, entreguei ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia, uma proposta de renda mínima emergencial. Queremos que, durante esse período, trabalhadores informais e de aplicativos recebam mais de 500 reais por três meses.

A proposta também contempla os trabalhadores das pequenas e micros empresas que recebem até dois salários mínimos, que em negociação com os sindicatos, terão os contratos suspensos e passarão a receber o seguro desemprego. Com essa medida, ainda dá para esgotar férias coletivas e licença remunerada.

O governo não precisa de medida provisória para reduzir a jornada de trabalho, todas estas possibilidades estão previstas na lei. Neste momento difícil, não se pode jogar a crise sobre os empresários e trabalhadores e, sim, pensar em uma solução conjunta. Vamos salvar a saúde pública e financeira dos brasileiros.

Paulinho da Força
Presidente Nacional do Solidariedade