Augusto Carvalho questiona governo sobre gastos com adidos brasileiros

A indicação de Fernando Segovia para ocupar o cargo na Itália despertou a necessidade de mais informações

O deputado federal Augusto Carvalho (Solidariedade-DF) protocolou na Mesa Diretora da Câmara dos Deputados, nesta quinta-feira (01/03), um requerimento de informações destinado ao Ministério das Relações Exteriores. O objetivo é saber detalhes sobre a permanência de adidos brasileiros distribuídos pelo mundo – cargo a ser assumido pelo ex-diretor geral da Polícia Federal Fernando Segovia, na Itália.

No requerimento, o parlamentar questiona quem são e quais os órgãos de origem dos adidos, que função exercem, quanto recebem pelo cargo e quanto o Brasil gasta com a adidância, incluindo diárias, passagens, despesas de custeio, rubricas específicas e pagamento de auxiliares.

Augusto Carvalho acredita que a representação desses servidores nas embaixadas deve ser revista. “Há centenas que certamente devem habitar e ganhar em moeda forte, ganha em euro quem está na Europa e em dólar quem está nos Estados Unidos e outros países que têm aquela moeda como base de referência”, comenta. “Em um momento de extrema escassez de recursos públicos e falta de pessoal, cabe aos órgãos públicos o cuidado na gestão, o zelo por cada valor pago e a preocupação de ser eficiente no planejamento de pessoal”.

O Brasil mantém centenas de adidos oriundos das Forças Armadas, da Polícia Federal, da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), da Receita Federal e do Ministério da Agricultura. De acordo com o Decreto 5.294/2004 (modificado por outros nos últimos anos), somente do Exército, Marinha e Aeronáutica, há mais de 140 adidos e auxiliares em embaixadas, alocados na Europa, Ásia, América e África. Além de países mais desenvolvidos, há representantes em territórios como Etiópia, Guiana, Guatemala, Indonésia, Moçambique e Senegal.