Augusto Carvalho defende a derrubada da correção de 4,5% na tabela do Imposto de Renda

O representante do Distrito Federal na Câmara dos Deputados, pelo partido Solidariedade, deputado Augusto Carvalho defende, entre as suas principais bandeiras, a necessidade urgente de uma reforma política e tributária. Além disso, também apoia a derrubada da correção de 4,5% na tabela do Imposto de Renda, definida pela presidenta Dilma Rousseff.

“Precisamos de uma reforma tributária que estimule a atividade produtiva, trazendo trabalho e renda ao povo brasileiro. Além disso, segundo uma recente pesquisa do Ibope, cerca de 74% das pessoas não se sentem representadas pelos partidos políticos. Isso  é ruim! É preciso que o parlamento se aproxime cada vez mais da sociedade. Por isso, as reformas políticas e tributárias são extremamente necessárias.”

No ano passado, o Congresso aprovou um reajuste de 6,5% na tabela do Imposto de Renda. No entanto, a presidenta Dilma vetou a medida em 20 de janeiro com o argumento de que a proposta levaria à renúncia fiscal na ordem de R$ 7 bilhões. Disse ainda que a correção seria de 4,5%. Com isso, a discussão voltou para o Congresso Nacional, a fim de ser debatida pelos parlamentares. Deputados e senadores podem derrubar o veto de Dilma Rousseff.

De acordo com Augusto Carvalho, o Solidariedade irá lutar pelo reajuste aprovado pelo Congresso. “Nós conclamamos que todos os cidadãos brasileiros acompanhem esta votação, que acontecerá nos próximos dias. Vamos derrubar o veto da correção da tabela do Imposto de Renda, pois essa porcentagem não pode ser admitida, como quer a presidente Dilma.”

O governo tentará sensibilizar na próxima semana sua base de apoio no Congresso argumentando que um reajuste maior, neste momento, fragilizaria o ajuste fiscal, esforço do governo para reduzir o gasto público.

Ainda sobre a reforma política, Augusto disse que o Solidariedade irá se unir e intensificar as medidas que influenciem na reformulação do sistema político brasileiro. “Temos que prosseguir lutando por uma reforma política que minimize a interferência do poder econômico, para conquistar uma reforma tributária efetiva. As duas reformas têm sido prometidas pelos sucessivos presidentes e até agora ninguém fez nenhuma das duas. O Solidariedade vai lutar para que aconteça uma verdadeira reforma tributária. Que rediscuta o pacto federativo, que desonere a produção e os assalariados, o que paga os impostos nesse país, pois têm o desconto feito na fonte. Desta forma, não há como sonegar”, declarou.

 

Solidariedade na Camâra