A gripezinha, como disse o Nazareno do Alvorada, hoje passa de 11 mil mortos

Segundo o Ministério da Saúde foram registradas 11.519 mortes provocadas pela Covid-19 e 168.331 casos confirmados da doença em todo o país até este domingo (10)

Novo recorde. E daí?

Daí! Que é muito mais do que perdas humanas, é descaso, falta de compreensão e solidariedade para com os outros. É algo profundamente perverso e cruel. Não se trata apenas de omissão diante do caos. Quem diz: e daí! Tem a certeza de quem morre não são os seus. Quem morre são os rostos anônimos, os desamparados.

Já passou da hora de o presidente da República ir aos estados mais atingidos para ver o que é um colapso do SUS em meio à pandemia do novo coronavírus e parar de falar bobagens sobre a “gripezinha”.

Tratar desse assunto é como chover no molhado, pois não se fala de outra coisa. E não está nada fácil, dada à dimensão da mediocridade de um ex-militar e do hoje chefe de estado que faz do seu país um exemplo caricato frente a outras nações.

Jair Bolsonaro segue em sua toada de cometer o maior atentado em série contra a saúde pública do Brasil. Demonstra mais uma vez sua ignorância, má fé, mas, sobretudo a hipocrisia de um presidente que só pensa em si e no seu poder em torno de sua “famiglia”. Mostra total desprezo pela vida do brasileiro que ele tem a obrigação de proteger.

Pior! Conduz a nação na contramão mundial com uma postura nada ortodoxa em relação ao consenso mundial, político e científico. É talvez o líder no planeta mais incapaz e limitado. Um completo despreparado, onde deveria se agigantar e combater o vírus para salvar o povo, preocupa-se tão somente com a necessidade de manter o fluxo contínuo do capital financeiro à custa da vida dos trabalhadores e seus familiares. Descarta e nega que milhões de vida poderão ser perdidas. Senta em seu trono de poder e dita quem irá viver ou morrer. Um autêntico genocida.

Há poucas esperanças de que Bolsonaro possa exercer com responsabilidade e eficiência a Presidência da República, é mesmo com um falso Messias que Jair se parece.

Os danos, visíveis, já são irreparáveis. Sem dúvida um líder de uma nação que não defenda seu povo não merece e nem deve ficar ou ser presidente. (Fora Bolsonaro). Ao término disso, o que ficará de herança será o absoluto silêncio das vidas perdidas, empilhadas em nosso solo gentil.