Empresa usa tecnologia para atravessar crise e não demite funcionários – G1

Em um ambiente de retração econômica, como a que estamos vivendo, a transformação digital pode significar a sobrevivência de uma empresa. A tecnologia está em todo lugar: para verificar qualidade do produto, para controlar finanças, para entender o consumidor. E é essa tecnologia que tem ajudado uma empresa que produz etiquetas e aluga impressoras térmicas.

A empresa dos irmãos Fabiano, Fernando e Flavio da Costa Melo usa softwares para atender clientes exigentes, como a indústria farmacêutica, automobilística e alimentícia. Neste ano, os empresários tinham informação para tomar as melhores decisões quando a pandemia derrubou a produção e a projeção de faturamento. A tecnologia fez diferença.

“A tecnologia ilumina o seu negócio. A maioria das empresas acaba quebrando porque está no escuro, não consegue enxergar a amplitude do problema”, diz Fabiano.

Quem já tinha entrado nesse processo tem mais chances de sobreviver à crise gerada pela pandemia do novo coronavírus, explica Marcos Póvoa. Além de consultor na área, ele é presidente da filial brasileira da líder mundial no setor de transformação digital para empresas que vendem pro varejo.

“Muita gente me questiona: ‘eu não posso fazer uma transformação digital porque eu sou pequeno’. Isso não é verdade, isso é um mito. Normalmente, quando você faz transformação digital você inova em processos, então você olha todos os processos internos da sua empresa, ou seja, tudo que você faz, desde a fabricação, até o depósito, a entrega, o pós-venda”, afirma Póvoa.

Como a tecnologia já é uma realidade na fábrica de etiquetas desde a fundação, várias etapas da produção usam alguma ferramenta digital. A tecnologia é usada também para monitorar a qualidade dos produtos. Com o QR Code é possível acompanhar todos os passos da produção.

“Se eu tive um problema em determinado produto em algum cliente, eu consigo rastrear todos os clientes que receberam produtos daquele lote”, conta Fernando.

Na fábrica, nenhum dos 23 colaboradores foi demitido. E a tecnologia é um dos fatores que levou a esse cenário.

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