Com alta de 2,15%, ‘prévia’ do PIB do BC sobe pelo 3º mês seguido em julho – G1

O nível de atividade da economia brasileira cresceu pelo terceiro mês seguido em julho, segundo números divulgados nesta segunda-feira (14) pelo Banco Central.

O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), considerado uma “prévia” do Produto Interno Bruto (PIB), apresentou crescimento de 2,15% em julho, na comparação com o mês anterior. O número foi calculado após ajuste sazonal, uma espécie de “compensação” para comparar períodos diferentes.

Na comparação com julho do ano passado, porém, o indicador registrou uma contração de 4,89%, informou o Banco Central.

Os resultados do IBC-Br, neste ano, refletem os efeitos da pandemia do novo coronavírus, sentidos com maior intensidade na economia em março e abril. De maio em diante, os números mostram o início de uma reação.

  • Com o crescimento, o indicador atingiu 130,85 pontos em julho, mas ainda permaneceu abaixo do patamar de antes da pandemia do novo coronavírus, em fevereiro (140 pontos).
  • Também foi registrada desaceleração no ritmo de alta na comparação com o mês anterior (junho), quando a economia avançou 5,32%.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia.

No acumulado dos sete primeiros meses deste ano, de acordo com a instituição, o índice de atividade econômica registrou uma redução de 5,77% – sem ajuste sazonal. Em 12 meses até julho de 2020, os números do BC indicam uma queda de 2,90% na prévia do PIB – também sem ajuste sazonal.

Previsões para a economia

  • Os economistas das instituições financeiras projetaram, na semana passada, uma queda de 5,11% para o resultado do PIB e 2020.
  • Em julho, o governo brasileiro manteve a expectativa de queda de 4,7% para o PIB de 2020.
  • O Banco Mundial prevê uma queda de 8% no PIB brasileiro e o Fundo Monetário Internacional (FMI) estima um tombo de 9,1% em 2020.

PIB x IBC-Br

Os resultados do IBC-Br são considerados uma “prévia do PIB”. Porém, nem sempre mostraram proximidade com os dados oficiais do Produto Interno Bruto.

O cálculo dos dois é um pouco diferente – o indicador do BC incorpora estimativas para a agropecuária, a indústria e o setor de serviços, além dos impostos.

O IBC-Br é uma das ferramentas usadas pelo BC para definir a taxa básica de juros do país. Com o menor crescimento da economia, por exemplo, teoricamente haveria menos pressão inflacionária.

Atualmente, a taxa Selic está em 2% ao ano, na mínima histórica, e o Banco Central indicou, no comunicado da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), cautela na análise de novos cortes de juros.

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