Após reabertura do comércio em SP, alguns negócios faturam e outros lutam para sobreviver – G1

De um lado, lojas fechadas ou com poucos clientes. De outro, ruas lotadas com o consumidor disputando espaço. Dois meses depois da reabertura do comércio em São Paulo, o PEGN foi ver por que alguns negócios estão faturando e outros lutam para sobreviver.

Por todo lado, a gente se depara com um imóvel comercial fechado em São Paulo. São empresas que não conseguiram se manter durante a crise e entregaram os pontos.

“O índice de intenção de consumo das famílias atingiu o menor patamar desde 2010. Pessoas estão insatisfeitas com emprego e isso prejudica a retomada do consumo, porque segurança é o que movimenta o consumo”, explica o assessor econômico da FecomercioSP, Guilherme Dietze.

As cadeiras suspensas em um restaurante por quilo são a imagem da crise. A dona, a empresária Tereza Dias, está à frente do negócio há 24 anos, na Vila Olímpia, região nobre de São Paulo. Ela atendia 320 pessoas por dia. Para reabrir o restaurante depois da quarentena, Tereza teria custo de R$ 50 mil por mês. Decidiu manter fechado.

“Não compensa, não tem como, é um passo para quebrar. Um passo para falência. Se abrir nessa situação, é passo para falência”, explica a empresária.

Tereza vendeu o carro e pegou R$ 30 mil emprestados para pagar as contas. Só de IPTU, são R$ 28 mil por ano.

Com o pessoal usando mais os computadores de casa, disparou a procura por manutenção desses equipamentos.

Na Rua Santa Ifigênia, a famosa rua de eletrônicos de São Paulo, Nilson Coelho tem uma lojinha de conserto de computadores há nove anos. Nunca trabalhou tanto. “Assim que voltou da quarentena, explodiu. Nem almoço mais”, conta.

O shopping onde fica a loja do Nilson registrou aumento no conserto de todos os equipamentos. “A gente tem percebido que serviço de celular, notebook, acessórios para games, tem uma procura um pouco maior. As pessoas estão trabalhando com casa. Procuram câmera do Youtube, luz, microfone. Isso está todo dia procurando muito por conta dos encontros online”, diz a administradora do shopping, Caroline Ramos.

Olhando a multidão comprando, daria até para pensar que não tem crise. Mas é o contrário, o movimento pode ser justamente reflexo da crise. A queda da renda e o empreendedorismo por necessidade estão empurrando muita gente ao comércio popular.

Tem lojistas de todo o país que vão até a cidade de São Paulo comprar produtos baratos para revender nas suas cidades. A pessoa, por não achar emprego, busca produtos baratos para revender e fazer dinheiro. Famílias que compravam em shopping, agora com diminuição da renda, buscam o comércio popular.

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