Vitória: governo recriará Câmaras Setoriais

Valeu toda a pressão da Força Sindical e das demais centrais. Foram necessários muitos esforços e empenho para que o governo, enfim, optasse por resgatar as Câmaras Setoriais, um expediente bastante utilizado durante a década de 90 que consiste em grupos, formados por setores, reunindo trabalhadores, empregadores e representantes do governo para a discussão de medidas que permitam a geração de empregos.

Eu mesmo estive reunido, por diversas vezes, com representantes dos patrões, do governo e dos trabalhadores para reivindicar que o mecanismo fosse retomado como forma de combater o desemprego, que, hoje, alcança índices alarmantes, fazendo com que a economia penda para o lado dos especuladores e dos grandes rentistas.

O anúncio do presidente Temer na última 5ª feira, 15, frente à constante ameaça da retirada de direitos trabalhistas e previdenciários, é uma luz no fim do túnel que pode nos servir de alento, mas que de forma alguma irá se sobrepor à firme decisão do movimento sindical de não permitir a retirada de qualquer um dos nossos direitos.

Segundo a Secretaria de Comunicação do Planalto, os grupos temáticos, formados por áreas específicas do setor produtivo, discutirão matérias relacionadas ao crescimento de cada um dos segmentos. Num primeiro momento, segundo as informações divulgadas, pelo menos 17 setores devem ser contemplados inicialmente com as Câmaras Setoriais, entre os quais, esperamos, estejam o setor automobilístico – e toda a sua cadeia produtiva, como autopeças, vidros e borrachas, por exemplo –, construção civil e pesada. Mas ainda não existe uma data para que as Câmaras comecem a se reunir.

Como já dissemos, existe uma luz no fim do túnel. Um despertar de claridade. Mas isto não vai ofuscar os olhos da Força Sindical e das demais centrais na luta pela manutenção dos direitos da classe trabalhadora e por sua ampliação. Gerar empregos é de suma importância neste período de recessão econômica, mas baixar a taxa de juros de forma drástica também é, e nós não podemos, e não vamos, desistir de lutar!