Semana de decisão

A presidente Dilma Rousseff e o PT devem sofrer esta semana a maior derrota de todos os seus anos de governo. É que o Congresso começará a votar as duas medidas provisórias editadas no começo do ano que retiram uma série de direitos dos trabalhadores e da população em geral.

Uma das medidas tirou o acesso ao seguro-desemprego, ao seguro-defeso dos pescadores e ao abono do PIS/Pasep. Na comissão mista da Câmara dos Deputados e do Senado, formada para discutir a medida, o governo recuou um pouco. Baixou de 18 para 12 meses de trabalho nos últimos 24 meses para que o trabalhador possa pedir o seguro-desemprego. Antes eram necessários seis meses de trabalho comprovado. Reduziu de três para um ano de comprovação de trabalho para os pescadores. E parcelou o pagamento do PIS/Pasep segundo o número de meses trabalhados ao longo do ano. Antes bastava ter trabalhado um mês com carteira assinada para receber o abono.

Na outra medida, o governo Dilma simplesmente cortou pela metade a pensão por morte e colocou uma série de exigências para que a pensão fosse paga, como comprovar a efetiva união ou casamento por mais de dois anos e um número de pensões a receber segundo a idade do beneficiário. Também aqui houve um pequeno recuo.  O corte do pagamento foi suspenso a partir de uma certa idade e a comprovação de união foi reduzida para 18 meses.

A alegação do governo é que precisa dessas medidas para resolver o seu problema de caixa. Só que, durante a campanha eleitoral, Dilma vendeu o seu governo como se estivesse sob céu de brigadeiro. Tudo estava uma maravilha. Mal ganhou a eleição, Dilma mudou toda a equipe econômica que revelou: o Brasil estava quebrado.

E agora, Dilma e a sua turma querem mandar a conta para os trabalhadores pagarem. E isso o Congresso não vai permitir. A conta tem que ser enviada para os banqueiros, que nunca ganharam tanto dinheiro como nos governos do PT e que acabaram de ser agraciados com mais uma elevação da taxa de juros, as maiores do mundo.