Povo e Congresso rejeitam propostas

Apesar de a proposta de reforma da Previdência elaborada pelo governo, dura demais com os trabalhadores, ser rejeitada por 251 deputados – 95 parlamentares são favoráveis ao texto apresentado –, o governo, teimosamente, segue garantindo que a reforma será aprovada. Para que a proposta seja aprovada são necessários 308 votos a favor, três quintos dos 513 deputados da Câmara.
E mesmo entre os deputados favoráveis à proposta do governo, 84 deles têm ressalvas quanto ao texto original. O jornal “O Estado de S.Paulo”, que idealizou a pesquisa, havia conversado, até a noite da última quarta-feira, dia 5, com 436 deputados, mas 54 não quiseram responder, 35 afirmaram estar indecisos, 1 se absteve e 77 parlamentares não foram localizados.
Mas que ninguém pense que a guerra está ganha, pois estamos enfrentando forças poderosíssimas. Vamos continuar conversando com os parlamentares, no Congresso e nos seus redutos eleitorais, para sensibilizá-los a abraçar a causa dos trabalhadores.
No dia 28 de abril as centrais sindicais, com unidade na luta, vão realizar o “Dia Nacional de Paralisações, Atos e Greves”, com manifestações e paralisações por todo o País, em protesto contra a proposta das reformas previdenciária e trabalhista, e contra a terceirização, que precariza o trabalho.
Contamos com todas os sindicatos, federações, confederações, trabalhadores, aposentados e demais setores da sociedade a somar forças na luta contra as propostas de reformas que suprimem direitos. Temos de unir nossas vozes num NÃO estrondoso contra esta arbitrariedade que o governo quer impingir sobre os trabalhadores, mas para isto nossa união, mobilização e participação efetiva na luta serão fundamentais.
No próximo dia 28 todos, unidos, nas manifestações por todo o País contra a retirada de direitos previdenciários, trabalhistas e sociais. Trabalhamos duro ao longo dos anos almejando dias melhores, e não serão devaneios políticos que vão fazer ruir nossos ideais de uma vida melhor e uma aposentadoria digna.