Pela valorização dos aposentados

O desemprego está aí, assustador e crescente, somando mais de 11,4 milhões de trabalhadores sem ocupação no País e penalizando, principalmente, os jovens, que têm de adiar, por tempo indeterminado, seus planos e o sonho do início de uma carreira promissora.

Mas outro segmento, o dos aposentados e pensionistas brasileiros, que, apesar de já sofrerem com o descaso com que sempre foram tratados pelos nossos governantes e com os baixos benefícios, ainda sofre com o desemprego – são cerca de 20 milhões de beneficiários do INSS recebendo o equivalente a um salário mínimo, R$ 880,00, por mês.

Muitos perguntarão como o desemprego pode afetar quem não mais está no mercado de trabalho? Muitos aposentados, com este benefício, mantêm o sustento dos familiares. E não poucas vezes são a única fonte de renda da família. Como sustentar os seus e atender suas próprias necessidades, como por exemplo o uso de medicamentos de uso contínuo, desta forma? Simples: retornando ao mercado e voltando a trabalhar.

Para os aposentados e pensionistas, que têm demandas próprias, a inflação é muito mais brutal. Seu acesso a planos de saúde é muito mais oneroso. Suas opções de acesso a formas de cultura e lazer são mais restritas.

Eles precisam da retaguarda de uma política diferenciada por parte do atual governo, e não da insistência do governo anterior na criação de uma idade mínima entre homens e mulheres, para dificultar o acesso à aposentadoria, e da desvinculação do reajuste dos benefícios daquele que rege o do salário mínimo.

A implantação de uma política econômica eficaz, capaz de fazer o País voltar a crescer, manter o emprego e gerar novas vagas, é de suma importância. Mas sem nos esquecermos de que é preciso reparar uma grande injustiça praticada contra os aposentados resgatando sua dignidade, oferecendo-lhes qualidade de vida e recompondo o poder de compra das aposentadorias. Lutas estas defendidas intensamente pela Força Sindical e pelo Sindicato Nacional dos Aposentados, Sindnapi, a nós filiado.