Para o País voltar a crescer

Foram quatro anos de constantes elevações e manutenções nas alturas da taxa básica de juros (Selic) até que a equipe econômica do governo resolvesse, enfim, atender aos anseios dos trabalhadores, e da sociedade brasileira como um todo, e promover uma mais do que necessária redução dos juros.

Pena que a baixa, de 0,25%, tenha sido tão moderada, e a retomada do crescimento econômico do País comece sua caminhada a passos lentos. É como acertar no medicamento mas errar na dosagem. Pelo menos a iniciativa pode representar, como o próprio governo afirma, “o movimento de início de um novo ciclo ‘consistente e sustentável’ dos juros, em condições de ter continuidade em 2017”.

Os juros altos são refletidos na economia sob a forma da insolvência das empresas, do estrangulamento da produção, do declínio do consumo e do aumento desenfreado do desemprego. Em contrapartida, reduzir consistentemente os juros representaria a retomada da economia a passos largos, um fôlego maior para que o setor produtivo e o comércio pudessem respirar melhor, gerar empregos e renda e trazer alento a milhões de famílias brasileiras que sofrem com os efeitos nefastos da crise.

Um primeiro passo foi dado! Um passo pequeno, na verdade, mas pelo menos um passo para a frente. Só que não podemos esmorecer. Vamos continuar pressionando e saindo às ruas até que a taxa Selic alcance um patamar aceitável, não punindo, principalmente, os menos favorecidos economicamente.

A Força Sindical e as demais centrais estão conscientes de sua importância nesta luta, que é de todos nós. A próxima reunião do Copom está marcada para os dias 29 e 30 de novembro, quando a equipe econômica realizará o último encontro deste ano, e estaremos, novamente, nas ruas, para pressionar e exigir que a taxa básica de juros seja reduzida de forma bastante contundente.

Para superar a severa crise econômica que o Brasil e os brasileiros vivenciam só com juros baixos, com desenvolvimento, valorização do trabalho, emprego para todos e uma distribuição justa de renda.